EUA suspendem bloqueio naval no Golfo Pérsico e promovem acordo com Irã

O Comando Central dos EUA anunciou a suspensão do bloqueio ao tráfego marítimo nos portos iranianos, enquanto o Irã inicia a liberação de navegação no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump reafirma que não pagará US$ 300 bilhões ao Irã, contrariando cláusulas do recente acordo de paz.
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Na quinta-feira, 18 de outubro, o Comando Central dos Estados Unidos informou que suspendeu o bloqueio ao tráfego marítimo nos portos e áreas costeiras do Irã. A medida ocorre em meio a um novo acordo de paz assinado entre Washington e Teerã, que promete um cessar-fogo na região. Apesar da suspensão, navios da Marinha dos EUA continuarão a operar na área, garantindo a segurança da navegação.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou que a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico começará a emitir autorizações rápidas para a navegação, permitindo que os navios passem pelo Estreito de Ormuz. O governo iraniano, no entanto, recomenda que as tripulações sigam os horários e rotas estipulados pelas autoridades locais, já que continuam o desmantelamento de minas navais deixadas na região.

Em uma postagem na rede social Truth Social, o presidente Donald Trump enviou um recado a Israel e outros países do Oriente Médio, pedindo que cumpram o cessar-fogo previsto no acordo de paz com o Irã. Trump expressou sua expectativa de que o cessar-fogo seja total, abrangendo frentes como Líbano, Hezbollah e Israel.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, também se manifestou sobre o acordo, afirmando que, apesar de suas reservas, autorizou a assinatura do memorando pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian. O acordo, que gerou expectativas de paz, traz consigo uma série de compromissos, incluindo um plano para injetar US$ 300 bilhões na economia iraniana, conforme estabelecido no termo 6 do memorando.

No entanto, Trump deixou claro que os Estados Unidos não farão esse pagamento, o que gera incerteza sobre o futuro do acordo. O Departamento do Tesouro dos EUA, por sua vez, anunciou novas sanções direcionadas a indivíduos e entidades ligadas ao Hezbollah, um grupo extremista apoiado pelo Irã e ativo no Líbano, aumentando a tensão na região.

As operações de navegação no Estreito de Ormuz foram intensificadas, com navios-tanque apresentando suas posições em sistemas de rastreamento públicos após semanas de ocultação. A agência nuclear das Nações Unidas elogiou o acordo de paz provisório, com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmando que agora começa o trabalho técnico necessário.