Empresários criticam desapropriação do Pinheirão pelo Governo do Paraná e discutem valor

Representantes do Pinheirão expressam descontentamento com a desapropriação do estádio e questionam o uso de recursos públicos para a construção de um centro de eventos.
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João Destro Filho, representante do processo do estádio Pinheirão, manifestou descontentamento com a desapropriação do terreno de 124 mil metros quadrados, localizado no bairro Tarumã. A disputa judicial pode ser resolvida em uma audiência de conciliação entre os empresários e o governo do Paraná, que pretende construir um centro de eventos no local. A administração estadual assumiu o imóvel em outubro de 2024.

Destro Filho criticou a desapropriação, afirmando que gastar dinheiro público em algo que a iniciativa privada poderia realizar é um desperdício. Ele defende que o governo estadual deve pagar o valor real do terreno, que, segundo ele, valorizou consideravelmente com as obras na Avenida Victor Ferreira do Amaral. O empresário destacou que a localização e as características do terreno aumentam seu valor imobiliário.

A disputa judicial enfrenta um impasse em relação ao valor do terreno do Pinheirão, que já foi casa de importantes clubes de futebol. A perícia judicial avaliou o terreno em R$ 132,1 milhões, um valor superior ao estimado pelo governo paranaense, que é de R$ 64,9 milhões, e inferior ao defendido por Destro, de R$ 358,6 milhões. O governo contestou a perícia e solicitou um novo laudo, mas manifestou interesse na audiência de conciliação, o que pode indicar a possibilidade de um acordo.

Além disso, o governo estadual planeja a construção de uma arena de eventos, um centro de exposições para até 25 mil pessoas, e um complexo comercial no local, após a extinção do Pinheirão.