Desabastecimento de medicamento compromete saúde de idosa em Londrina

Dona Marinalva, de 79 anos, enfrenta grave risco à saúde devido à falta do medicamento Eltrombopag olamina na 17ª Regional de Saúde de Londrina. O custo do remédio, que chega a R$ 5.000,00, é inviável para a família.
Foto: Logo Tarobá - Branco
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A situação de Dona Marinalva, uma idosa de 79 anos, se tornou crítica em decorrência da escassez de medicamentos de alto custo na 17ª Regional de Saúde de Londrina. Diagnosticada com plaquetopenia crônica autoimune, condição que leva o sistema imunológico a destruir suas próprias plaquetas, a mulher depende do fármaco Eltrombopag olamina para evitar hemorragias graves. A interrupção na distribuição gratuita do medicamento pelo Estado a coloca em uma posição de vulnerabilidade, já que a falta da medicação resulta em uma queda acentuada nos níveis sanguíneos, provocando fraqueza intensa e o risco de sangramentos espontâneos.

O impacto da falta do remédio se reflete no orçamento familiar, uma vez que o valor de mercado do Eltrombopag é de aproximadamente R$ 5.000,00 por caixa, quantia que ultrapassa a renda mensal da aposentada e de sua filha. Após um extenso acompanhamento de quatro anos para estabilizar a dosagem e prevenir internações frequentes, a família agora se vê sem perspectiva para a chegada de novos lotes na unidade de saúde. A ausência do medicamento compromete todo o progresso clínico alcançado nos últimos anos, gerando um clima de pânico, pois a trombocitopenia descontrolada pode levar a quadros graves, como hemorragias internas ou cerebrais, caso o tratamento não seja retomado com urgência.

Do ponto de vista médico, o Eltrombopag é crucial para estimular a produção de plaquetas na medula óssea, fundamental para manter a homeostase do organismo. A interrupção abrupta do tratamento faz com que a paciente retorne ao estágio agudo da doença, anulando os esforços de estabilização realizados até aqui. Sem a assistência da rede pública, a família de Dona Marinalva se vê sem opções viáveis para assegurar a continuidade do tratamento, evidenciando as falhas na logística de distribuição de medicamentos especializados, que deveriam garantir o direito constitucional à saúde e à vida.