Deolane Bezerra tem pedido de prisão domiciliar negado pela Justiça de São Paulo

A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido da defesa da influenciadora Deolane Bezerra para cumprir prisão domiciliar, destacando elementos que a ligam a um esquema de lavagem de dinheiro. Ela está presa desde 21 de maio de 2026 e é acusada de atuar como operadora financeira do PCC.
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A Justiça de São Paulo negou um novo pedido da defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra para que ela cumprisse a pena em regime domiciliar. Os advogados argumentaram que Deolane é mãe de uma criança de nove anos, possui residência fixa e é ré primária. No entanto, os magistrados ressaltaram a existência de provas suficientes que a conectam a Everton de Souza, identificado nas investigações como operador financeiro do esquema em questão.

Entre os indícios apresentados, destaca-se a apreensão de uma caixa com a inscrição "Doutora Deolane", onde foram encontrados R$ 7,8 mil em espécie. Além disso, foram recolhidos na residência da influenciadora dinheiro, joias, relógios de luxo, veículos de alto valor, eletrônicos e documentos que fazem parte do material analisado pela investigação.

Um documento elaborado pelo Ministério Público de São Paulo, em colaboração com a Polícia Civil, indica que Deolane Bezerra teria atuado como "caixa" do Primeiro Comando da Capital (PCC), mantendo supostas conexões diretas com Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, considerado o principal líder da facção criminosa, e seu irmão, Alejandro Herbas Camacho Júnior.

As investigações também revelaram movimentações financeiras que não condizem com a renda declarada por Deolane, além do uso de empresas que teriam sido criadas para ocultar recursos de origem ilícita. A defesa de Deolane nega todas as acusações feitas contra ela.

Em nota, os advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes lamentaram a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e afirmaram que a influenciadora é inocente. Eles se comprometeram a utilizar todos os meios legais disponíveis para contestar a prisão, que consideram desnecessária, excessiva e midiática.

Deolane Bezerra está detida desde 21 de maio de 2026, quando foi presa durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC. Após ser detida em Barueri, na Grande São Paulo, ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior do estado.