O Brasil está se mobilizando para enviar ajuda à Venezuela, que sofreu com terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter na última quarta-feira, dia 24. O Ministério da Saúde do Brasil mantém diálogo com as autoridades venezuelanas para organizar o envio de insumos e profissionais da saúde, conforme informações divulgadas pelo ministro Alexandre Padilha.
Padilha informou que, seguindo as orientações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entrou em contato com o Ministério da Saúde da Venezuela e com a OPAS (Organização Pan-americana de Saúde) para oferecer apoio em ações humanitárias. "Desde ontem à noite, nos colocamos à disposição para qualquer ação necessária", afirmou o ministro em uma rede social.
Embora a oferta de ajuda tenha sido feita, a assessoria do ministério ressaltou que, até o momento, não houve um pedido oficial de assistência por parte da Venezuela. A OPAS, que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), já está atuando na região, auxiliando as autoridades locais na resposta ao desastre.
Jarbas Barbosa, chefe da OPAS, mencionou que a organização está colaborando com as autoridades de saúde venezuelanas. "A OPAS na Venezuela está trabalhando com as autoridades de saúde, enquanto o Centro de Operações de Emergência em Washington apoia a resposta e coordena com a ONU e parceiros para atender às necessidades urgentes", comentou Barbosa.
Os dados oficiais indicam que até o momento foram registradas 164 mortes e 970 feridos em decorrência dos tremores. Contudo, projeções do Serviço Geológico dos EUA (USGS) sugerem que a situação pode ser ainda mais grave, com a possibilidade de dezenas de milhares de vítimas e uma perda econômica que pode variar de 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Além do Brasil, líderes de diversas nações expressaram solidariedade à Venezuela, oferecendo apoio e assistência ao país sul-americano em um momento de crise.