Um policial está sendo acusado de oferecer drogas e sexo em troca de informações sobre integrantes do Comando Vermelho (CV). O caso, que envolve a Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT), foi revelado por meio de um relato de uma mulher grávida que se envolveu com um homem identificado como membro da facção criminosa.
A perseguição começou no final de 2025, após o policial ter acesso ao telefone da vítima, decorrente de uma denúncia de agressão baseada na Lei Maria da Penha. Perto do Natal daquele ano, o policial teria se apresentado em frente à residência da mulher, portando uma porção de cocaína e acompanhado de um outro policial, que é apontado como investigador. Durante a abordagem, o acusado teria afirmado: “Um presente para você”.
No Boletim de Ocorrência (BO), ao qual foi possível ter acesso, a mulher relata que o policial a seguiu até próximo à creche do filho, onde fez comentários de teor sexual, referindo-se à sua gravidez. Em uma das ocasiões, ele teria dito: “Você mesmo grávida, eu ainda quero você”. A atitude do policial gerou preocupação e desconforto na vítima, que já havia enfrentado problemas com o uso de drogas no passado.
Além das abordagens, o policial acusado de assédio e perseguição teria passado várias vezes em frente à casa da vítima, o que foi notado por vizinhos da mulher. Ela tentou registrar a ocorrência por duas vezes, mas desistiu ao perceber que o policial era plantonista no local. Na terceira tentativa, conseguiu efetuar o registro e identificou fotos dos policiais envolvidos na situação.
Até o momento, a Polícia Civil do Mato Grosso não se manifestou sobre as acusações feitas pela mulher, que busca justiça diante da grave situação que enfrentou. O caso levanta questões sobre o comportamento de agentes da lei e a proteção de vítimas de violência, especialmente em situações vulneráveis como a dela.