Incêndios florestais forçam evacuação de quase 270 mil pessoas na Espanha e França

A situação na Espanha e França se agrava com incêndios florestais que já deslocaram quase 270 mil pessoas, afetando regiões vinícolas e turísticas. Autoridades relatam que as chamas devastaram vastas áreas e pedem ajuda da União Europeia.
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Os incêndios florestais que assolam a Espanha e a França já resultaram na evacuação de quase 270.000 pessoas. As chamas, que se espalham por áreas turísticas e vinícolas, como Bordeaux e nos arredores de Madri, têm gerado preocupação e desespero entre a população. Neste sábado, dia 25, a situação se agravou, levando autoridades a declararem estado de emergência.

Na Espanha, dois incêndios distintos uniram-se na sexta-feira, criando um foco de grandes proporções na parte oeste da região de Madri, que já consumiu 25.000 hectares entre a capital e a província de Ávila. Aproximadamente 70.000 pessoas foram obrigadas a deixar suas residências, e as autoridades locais descrevem o incêndio como o “pior da história” na área. Ecologio Cabrera, um aposentado de 86 anos, expressou sua preocupação ao afirmar que nunca havia vivenciado uma situação semelhante.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou neste sábado que a prioridade é “preservar vidas”, ressaltando que, apesar da queda nas temperaturas, a situação ainda é complexa devido à incerteza dos ventos. Até o momento, não foram registradas vítimas fatais, mas mais de 2.000 pessoas estão sendo atendidas em 14 centros de emergência, de acordo com o governo regional de Madri.

Na França, a situação não é menos alarmante. O presidente Emmanuel Macron mobilizou os militares para auxiliar no combate aos incêndios, especialmente para proteger a cidade de Bordeaux e suas renomadas vinícolas. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 167.000 pessoas foram evacuadas no departamento de Gironde, além de cerca de 30.000 na região de Landes.

Enquanto isso, as chamas devastaram mais de 40.000 hectares, o que equivale a quatro vezes a área de Paris, e destruíram 100 edifícios. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou o envio de 1.000 militares para o combate ao fogo e a entrega de 1,5 milhão de máscaras para proteção contra a fumaça.

Além disso, a Comissão Europeia respondeu aos pedidos de ajuda da Espanha e da França, destacando o envio de quatro aeronaves para a Espanha e três para a França. Tanto na Espanha quanto na França, os incêndios são atribuídos à seca e a ondas de calor excepcionais que têm afetado a Europa desde o mês de junho, resultando em maior inflamabilidade das florestas e da vegetação.