Defesa de Lulinha afirma que quebra de sigilo é desnecessária em investigação do INSS

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva declarou que a quebra de sigilo aprovada pela CPMI do INSS é dispensável, alegando que ele não cometeu crimes.
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A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, se manifestou após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aprovar a quebra de sigilo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado Guilherme Suguimori afirmou que a medida é "dispensável" e que Lulinha não teve participação nas fraudes do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

Suguimori também comentou sobre a autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a quebra de sigilos bancário, telemático e fiscal do empresário. Ele ressaltou que Lulinha sempre se colocou à disposição do STF para esclarecer os fatos e que fornecerá documentos voluntariamente ao Tribunal.

A investigação da Polícia Federal (PF) apura o envolvimento do empresário em um esquema de fraudes que resultou em descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Em dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto será realizada, após a PF encontrar mensagens que mencionam repasses ao "filho do rapaz", que seria Lulinha.

A CPMI do INSS, instalada em 20 de agosto, já realizou 32 reuniões e está focada na análise de fraudes em empréstimos consignados. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, classificou Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", como o autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil, com movimentações de R$ 24,5 milhões em cinco meses.