O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) se reuniu nesta quarta-feira (6) para deliberar sobre seis representações, sendo cinco relacionadas ao deputado Renato Freitas (PT) e uma ao deputado Ricardo Arruda (PL). A sessão foi presidida pelo deputado Delegado Jacovós (PL) e se estendeu ao longo da manhã e da tarde, com o objetivo de garantir que as análises fossem realizadas dentro do prazo, considerando que alguns processos estavam prestes a prescrever.
Durante a reunião, o colegiado concluiu a apreciação de uma denúncia que investigava se Renato Freitas havia infringido o decoro parlamentar em suas falas na Tribuna dirigidas a Ricardo Arruda, resultando na aplicação de uma advertência escrita ao deputado do PT. Além disso, foi decidido pelo arquivamento de outra denúncia contra Freitas, enquanto a penalidade de censura escrita foi imposta a Ricardo Arruda pelas suas declarações no Plenário, decisão esta que poderá ser contestada.
O Conselho também recebeu dois novos pareceres relacionados a processos contra Renato Freitas. No entanto, essas análises não foram realizadas na sessão, pois os pareceres receberam pedidos de vista, retornando para apreciação na próxima reunião. Os novos relatórios recomendam a suspensão das prerrogativas regimentais de Freitas por 30 dias, em decorrência de uma briga ocorrida durante uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), assim como a perda de seu mandato devido a um incidente de luta corporal no Centro de Curitiba.
Além disso, o colegiado prorrogou a análise de um relatório que investiga a conduta de Renato Freitas em uma manifestação em um supermercado da capital paranaense. Esse documento foi objeto de debate, e o deputado Doutor Antenor (PT) solicitou mais tempo para examinar o conteúdo antes da votação final, que ocorrerá na próxima reunião.
Na mesma sessão, a leitura do parecer foi precedida por manifestações das partes envolvidas, incluindo o advogado Edson Vieira Abdala, que representa Renato Freitas, e os deputados estaduais Fabio Oliveira (Novo) e Tito Barichello (PL), além de vereadores de Curitiba como Eder Borges, Guilherme Kilter e Tathiana Guzella. Anteriormente, no dia 24 de março, o colegiado já havia ouvido testemunhas do caso, incluindo o manobrista Weslley de Souza Silva e outros acompanhantes de Freitas, como Carlos Alberto Ferreira e Arleide Cerqueira Xavier Muller.
Renato Freitas apresentou sua defesa duas semanas após os eventos, alegando que o manobrista havia avançado contra eles e que sua reação foi para proteger a mãe de sua filha e evitar uma agressão.