Essa declaração do presidente do Senado se referiu ao montante negociado por Vorcaro para a produção do longa-metragem. Flávio Bolsonaro está mencionado nas tratativas que buscavam recursos para o projeto. De acordo com as informações, Vorcaro chegou a transferir R$ 61 milhões para o financiamento do filme, cujo custo total era estimado em R$ 130 milhões.
Durante a sessão, senadores como Carlos Portinho (PL-RJ), Carlos Viana (Podemos-MG) e Cleitinho (Republicanos-MG) pressionaram Alcolumbre por uma posição sobre os processos de impeachment contra Moraes. Ao ser indagado diretamente por Cleitinho sobre uma possível previsão para colocar um pedido de impeachment em pauta, Alcolumbre foi claro ao afirmar: “Não tem”.
A responsabilidade sobre o andamento dos pedidos de impeachment recai sobre o presidente do Senado, e para que um processo avance, é necessário que a denúncia seja aceita e siga o rito previsto para crimes de responsabilidade. Alcolumbre mencionou que existem atualmente 109 pedidos de impeachment contra os dez ministros do STF, afirmando que “isso não é normal”.
A pressão sobre Moraes intensificou-se após a divulgação de um relatório da Polícia Federal, que continha mensagens extraídas do celular de Vorcaro. O documento revelou conversas entre o banqueiro e o ministro, além de pedidos relacionados a investigações que envolvem o Banco Master. O relatório também citou contatos de Vorcaro com outras autoridades, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.