A ala neonatal do Hospital Regional de Ciudad del Este foi interditada após a detecção de uma infestação de pulgas, o que exigiu a fumigação e desinfecção completa do setor. Como resultado, cinco recém-nascidos foram transferidos temporariamente para a enfermaria 3 da área de cirurgia geral.
A médica Lea Acevedo relatou que um cano da rede de esgoto se rompeu recentemente, causando a propagação de um odor desagradável pelo hospital. Especialistas apontam que problemas estruturais têm afetado não apenas a ala neonatal, mas também áreas de internação e centros cirúrgicos.
A crise na saúde pública paraguaia foi intensificada durante uma paralisação nacional dos médicos, que exigem melhores salários e condições de trabalho. A situação no Hospital Regional se agravou ainda mais com a renúncia de 12 dos 13 médicos que atuam na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Se as demissões forem efetivadas após o período de aviso, a unidade poderá contar com apenas um especialista.
Os médicos que optaram por deixar seus cargos incluem cinco cirurgiões pediátricos e o único médico emergencista pediátrico da unidade, que também anunciou a intenção de renunciar. Essa decisão foi tomada após uma greve de cinco dias, sem que houvesse um acordo satisfatório com o governo.
Lea Acevedo descreveu a situação da saúde pública como crítica, ressaltando que, além das questões estruturais, há dificuldades em obter medicamentos e materiais essenciais para o tratamento dos pacientes. Frequentemente, familiares são obrigados a adquirir itens que não estão disponíveis no hospital.
Em maio, o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai informou que destinou medicamentos e insumos avaliados em mais de 2,2 bilhões de guaranis para os serviços de saúde em Alto Paraná, com parte do material enviado ao Hospital Regional de Ciudad del Este.