A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou nesta quarta-feira (29) que três petroleiros foram interceptados e atingidos no Estreito de Ormuz. O ataque ocorreu porque as embarcações desconsideraram os avisos e continuaram a navegar por rotas que o Irã considera inseguras e ilegais.
Em comunicado, a IRGC enfatizou que a Força Naval mantém controle total e contínuo sobre essa passagem marítima estratégica e fez uma advertência clara: "As interferências e ordens ilegais do exército assassino de crianças dos Estados Unidos às embarcações na região não ficarão sem resposta".
Além disso, a IRGC anunciou que, em retaliação às ações das forças americanas, lançou mísseis contra uma base dos EUA situada na Jordânia. O comunicado da guarda islâmica também incluiu uma ameaça de novas ofensivas, afirmando: "Enquanto as ameaças contra a República Islâmica do Irã continuarem e as ações ilegais e malignas das forças americanas contra nossos interesses persistirem, a resistência continuará".
As autoridades jordanas relataram que conseguiram interceptar cinco mísseis a caminho de seu território, conforme informações da mídia estatal. Por sua vez, as Forças de Mobilização Popular (FMP) do Iraque confirmaram ter sido alvo de uma ofensiva conjunta das forças dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, que resultou em vários mortos e feridos.
Esses eventos refletem o aumento das tensões na região, especialmente no contexto das interações entre o Irã e as forças dos EUA. A situação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo, continua sendo um ponto crítico de conflito, com potenciais repercussões para a segurança marítima global e a estabilidade política do Oriente Médio.