Como criptografar um HD externo

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Qualquer pessoa que valorize os arquivos armazenados em seu computador deveria contar com pelo menos dois métodos de backup atualizados regularmente. Entre as opções mais práticas estão os discos rígidos e unidades de armazenamento externas, que permitem copiar documentos, fotografias, vídeos, projetos profissionais e outros dados importantes para um dispositivo separado do computador principal.

Após realizar o backup, o ideal é guardar essa unidade em um local seguro e, de preferência, distante do computador. Dessa forma, caso ocorra um incêndio, roubo, inundação ou outro incidente, há uma chance maior de que tanto o equipamento quanto suas cópias de segurança não sejam perdidos ao mesmo tempo.

A portabilidade desses dispositivos é uma de suas maiores vantagens, mas também traz alguns riscos. Por serem pequenos e fáceis de transportar, podem ser esquecidos, perdidos ou até furtados. Quando isso acontece, quem estiver com a unidade poderá ter acesso a tudo o que estiver armazenado nela, incluindo documentos de trabalho, registros financeiros, declarações de impostos, fotografias pessoais e outros dados sensíveis. Para evitar esse problema, uma das medidas mais eficazes é criptografar toda a unidade de armazenamento. A criptografia é uma tecnologia que transforma os dados em informações ilegíveis para qualquer pessoa que não possua a senha correta, protegendo o conteúdo mesmo que o dispositivo caia em mãos erradas.

Nos computadores da Apple, o processo pode ser realizado por meio do aplicativo Utilitário de Disco. Ao conectar a unidade externa, ela aparecerá na seção de dispositivos externos. Antes de iniciar a criptografia, é importante verificar se todos os arquivos existentes já estão salvos em outro local, pois o processo de preparação normalmente apaga completamente o conteúdo da unidade. Caso existam arquivos armazenados apenas nela, eles devem ser copiados para outro dispositivo ou para o próprio computador antes de prosseguir.

Durante a configuração, será solicitado um nome para a unidade e a escolha de um formato de armazenamento compatível com criptografia. Em seguida, será necessário criar uma senha forte. Essa senha deve ser fácil de lembrar para o proprietário, mas difícil de adivinhar por terceiros. Caso seja anotada em algum lugar, o local escolhido deve ser seguro. É fundamental compreender que, em sistemas de criptografia modernos, perder a senha normalmente significa perder também o acesso aos arquivos armazenados, sem possibilidade prática de recuperação.

Nos computadores com versões profissionais, corporativas ou educacionais do Windows, existe uma ferramenta integrada chamada BitLocker, desenvolvida especificamente para criptografar unidades de armazenamento. Diferentemente do método utilizado no sistema da Apple, o BitLocker não exige necessariamente a formatação completa da unidade antes da criptografia. Isso significa que os arquivos já armazenados podem permanecer no dispositivo durante o processo. Ainda assim, realizar um backup prévio continua sendo uma medida recomendada, pois fornece uma camada adicional de segurança caso algo inesperado aconteça.

Ao ativar o BitLocker, o usuário pode escolher proteger a unidade por meio de uma senha. O sistema também oferece a criação de uma chave de recuperação, um recurso importante que permite restaurar o acesso caso a senha principal seja esquecida. Essa chave deve ser armazenada em um local seguro, separado da unidade criptografada. Durante a configuração, é possível optar pela criptografia de toda a unidade, garantindo que todos os dados armazenados recebam proteção.

Uma questão importante surge para pessoas que utilizam tanto computadores Windows quanto computadores Apple. As tecnologias de criptografia nativas desses sistemas não são totalmente compatíveis entre si. Uma unidade criptografada em um sistema pode não ser facilmente acessada no outro.

Nesses casos, existem soluções multiplataforma capazes de funcionar em computadores Windows, macOS e Linux. Algumas dessas ferramentas utilizam criptografia avançada baseada no algoritmo AES, um dos padrões de segurança mais respeitados e amplamente empregados no mundo para proteger dados governamentais, empresariais e pessoais.

Ao utilizar uma solução multiplataforma, normalmente é necessário criar um volume criptografado e formatar completamente a unidade antes do uso. Esse procedimento apaga todos os dados existentes, por isso a realização prévia de backup continua sendo indispensável. Durante a configuração, o usuário deve definir uma senha forte e escolher um formato compatível com diferentes sistemas operacionais, permitindo que a unidade seja utilizada em computadores de fabricantes distintos.

Algumas ferramentas de criptografia também solicitam que o usuário realize movimentos aleatórios com o cursor do mouse durante a criação das chaves de segurança. Embora isso possa parecer estranho à primeira vista, o procedimento ajuda a gerar números aleatórios mais complexos, aumentando a qualidade da criptografia e tornando-a ainda mais resistente a tentativas de invasão.

Após a conclusão do processo, a unidade passa a exigir autenticação sempre que for conectada a um computador. Sem a senha correta, os dados permanecem inacessíveis. Essa camada adicional de proteção transforma um simples dispositivo de armazenamento em um cofre digital portátil, capaz de proteger informações pessoais, profissionais e financeiras contra acessos não autorizados. Para quem utiliza backups regularmente, a criptografia representa uma das medidas mais importantes para garantir não apenas a preservação dos arquivos, mas também a privacidade e a segurança das informações armazenadas.

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Fonte:Paraná Jornal