As duas novas embalagens já estão disponíveis em território nacional –
A Coca-Cola anunciou, há alguns meses, que passaria a produzir garrafas menores para seus refrigerantes, com o objetivo de driblar a queda do consumo e a inflação. O comunicado foi feito pelo CEO global da empresa, o brasileiro Henrique Braun.
A marca agora contará com uma garrafa de 1,25 litro, além de uma minilata de 269 ml, sob a justificativa de ser a opção ideal para o “consumo doméstico e valor compatível ao orçamento das famílias”, principalmente nos Estados Unidos. A menor embalagem permanece sendo a garrafinha de 200 ml.
As duas novas embalagens já estão disponíveis em território nacional, apesar de serem mais difíceis de encontrar nos comércios locais, como mercados e lojas. As informações são da Banda B, parceira do Portal aRede.
Durante uma entrevista ao The Wall Street Journal, publicada no fim de abril, o CEO brasileiro explicou que a empresa estava ajustando sua estratégia e reduzindo o tamanho das embalagens, em vez de elevar os custos.
Assim, o consumidor paga menos por unidade, mesmo levando uma quantidade menor para casa, sem que perceba.
A entrevista foi concedida pouco tempo depois do anúncio de que ele se tornaria o novo CEO da multinacional. Braun disse que a mudança no tamanho das embalagens é uma alternativa à redução dos preços por meio de promoções, por exemplo.
De acordo com o brasileiro, as latinhas menores já são sucesso nos Estados Unidos, principalmente em lojas de conveniência.
“Na América do Norte, vimos o avanço das mini latas e dos multipacks. Também levamos versões individuais menores para lojas de conveniência, que passaram a ser uma opção de entrada mais barata”, explicou o CEO Henrique Braun ao The Wall Street Journal.
Mesmo com a mudança, a Coca-Cola apresentou resultados positivos na receita, que subiu 12%, chegando a atingir US$ 12,5 bilhões em lucro, cerca de R$ 68,75 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pela maior venda dos concentrados, base utilizada por parceiros para a produção das bebidas.
Apesar da queda do consumo no mercado mexicano, que integra o eixo da América do Sul, no Brasil o volume de vendas cresceu 3,6%, totalizando 306 milhões de caixas. Uma alta de 5% na comparação anual, com uma receita de cerca de US$ 1,2 bilhão.
Além da própria Coca-Cola, a empresa fabrica Fanta, Sprite, Schweppes, os sucos Del Valle, os chás Leão e as bebidas de soja Ades.
RESUMO
Estratégia de Embalagens: A Coca-Cola passou a lançar embalagens menores (como a garrafa de 1,25 L e a minilata de 269 ml) para conter a inflação e a queda de consumo, oferecendo um valor final mais acessível às famílias sem reduzir o preço por litro.
Declarações do CEO: Segundo o CEO global Henrique Braun, a redução do tamanho do produto substitui promoções e já é um sucesso em lojas de conveniência, sendo uma opção de entrada mais barata para os consumidores.
Resultados Financeiros: A empresa registrou alta na receita global e teve crescimento de 3,6% no volume de vendas no Brasil, somando cerca de US$ 1,2 bilhão no mercado nacional impulsionado pela nova estratégia.
Fonte:A Rede PG