O cinema brasileiro chega a 2026 cercado de expectativas, mas também de desafios concretos. Apesar da forte visibilidade internacional conquistada por produções nacionais em 2025, os números de público e arrecadação nas salas de exibição do país revelam um cenário de retração.
A participação do cinema nacional no total de público permaneceu praticamente estável em 2025, alcançando 10,3% do volume geral de espectadores. O desempenho de títulos como Ainda Estou Aqui, O Agente Secreto, Manas e O Último Azul ajudou a ampliar a presença brasileira no exterior e a reforçar o debate sobre sustentabilidade da produção no longo prazo.
Para o cineasta Iberê Carvalho, o bom desempenho recente de produções brasileiras no circuito internacional não representa casos isolados, mas reflete a retomada do setor após anos de incertezas. O desafio para 2026 será transformar o reconhecimento internacional em fortalecimento do mercado interno, especialmente no que diz respeito ao espaço de exibição para filmes nacionais no Brasil.
O cinema brasileiro precisa se fortalecer no mercado interno para ser uma vitrine lá fora, mostrando que o país tem um cinema potente. Isso depende do espaço de exibição para filmes nacionais no Brasil, que é fundamental para o crescimento do setor.