Em 2025, o Brasil contabilizou 40.775 Mortes Violentas Intencionais (MVI), conforme o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Essa cifra representa uma diminuição de 8,2% em comparação a 2024, resultando em uma taxa de 19,1 mortes para cada 100 mil habitantes.
Apesar da queda no número total de homicídios, o relatório indica que a violência se concentra em regiões específicas do país. As dez cidades com as maiores taxas de mortes violentas estão localizadas, predominantemente, no Nordeste. Para a elaboração do ranking, foram considerados apenas municípios com população superior a 100 mil habitantes.
As Mortes Violentas Intencionais incluem homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes resultantes de intervenções policiais. O levantamento revelou que a Bahia possui o maior número de cidades entre as mais violentas, somando cinco municípios, seguida pelo Ceará com três, e por Pernambuco e Paraíba, com uma cidade cada.
As cidades que figuram na lista das mais violentas do Brasil em 2025 são: Maranguape (CE) com 100,3 mortes por 100 mil habitantes; Eunápolis (BA) com 85,1; Maracanaú (CE) com 80,7; Porto Seguro (BA) com 71,2; Simões Filho (BA) com 68,1; Jequié (BA) com 67,4; Caucaia (CE) com 66,6; Cabo de Santo Agostinho (PE) com 65,1; Santa Rita (PB) com 60,9; e Juazeiro (BA) com 55,8.
Os altos índices de violência nessas cidades estão intimamente ligados à disputa entre facções criminosas pelo controle de rotas e mercados do tráfico de drogas. No Ceará, por exemplo, Maranguape e Maracanaú são atravessadas por rodovias importantes para o tráfico, como a CE-065 e a BR-222. A situação Em Maracanaú é ainda mais preocupante devido à presença de três organizações criminosas atuando no território.
Na Bahia, Porto Seguro se destaca como um dos municípios com altas taxas de mortes decorrentes de intervenções policiais, apresentando uma taxa de 32,3 mortes por 100 mil habitantes em 2025. Cidades como Cabo de Santo Agostinho (PE) e Santa Rita (PB) também enfrentam desafios devido à proximidade dos portos de Suape e Cabedelo, que são utilizados como rotas para o tráfico internacional de drogas.