PT aciona Justiça Eleitoral contra Flávio Bolsonaro por declarações sobre urnas

A ação do PT contra Flávio Bolsonaro será relatada por Kássio Nunes Marques, presidente do TSE. O senador fez afirmações sobre vulnerabilidades nas urnas eletrônicas, citando documentos da CIA.
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Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi designado como relator da ação movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em resposta às declarações do senador Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas. As falas de Flávio ocorreram na noite de terça-feira (21), quando ele discursou para diplomatas, insinuando uma suposta fragilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro mencionou a recente divulgação de documentos da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, que abordavam alegações de manipulação de sistemas de votação na Venezuela. Ele afirmou que "muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma origem dessa empresa venezuelana", embora a companhia citada não forneça equipamentos para as eleições no Brasil.

A representação apresentada pelo PT, junto a outros partidos de orientação esquerdista, argumenta que as declarações de Flávio interferem na credibilidade das urnas eletrônicas. O documento classifica as falas como parte de um "movimento articulado de desinformação contra a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro e a credibilidade da Justiça Eleitoral".

Além do senador, a ação também menciona as ações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), que teriam contribuído para a propagação de informações consideradas prejudiciais ao sistema eleitoral.

Em resposta às críticas, Flávio Bolsonaro declarou que suas manifestações foram mal interpretadas e reafirmou que não questiona o sistema de votação do Brasil. O senador ressaltou que apenas fez alusão a dois episódios públicos: a reunião entre Jair Bolsonaro, seu pai e embaixadores, que culminou na inelegibilidade do ex-presidente, e um relatório da CIA sobre alegações de fraudes nas eleições venezuelanas.