Ciclone se aproxima do Sul do Brasil e traz previsão de chuvas intensas

A formação de um novo ciclone extratropical e a chegada de uma frente fria devem provocar temporais e quedas de temperatura nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A previsão inclui acumulados de até 100 mm de chuva e rajadas de vento de 70 km/h.

Nos próximos dias, a formação de um ciclone extratropical na costa do Sul do Brasil, em conjunto com uma frente fria, promete alterar as condições climáticas na região. Espera-se a ocorrência de temporais, quedas de granizo e rajadas de vento, além de um significativo aumento nos volumes de chuva nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

De acordo com as projeções do modelo europeu ECMWF, o acumulado de água pode ultrapassar a marca de 100 mm entre o Rio Grande do Sul e o Paraná. Em outras áreas da Região Sul e no Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva podem exceder 60 mm, o que cria condições favoráveis para alagamentos, enxurradas e deslizamentos em encostas suscetíveis.

A previsão indica que os efeitos do ciclone devem ser sentidos na Região Sul a partir de sexta-feira (10). O dia será marcado pelo início das chuvas, que ocorrerão de forma isolada na parte oeste dos estados sulistas, com uma intensificação gradual ao longo do fim de semana.

No sábado (11), o tempo se tornará instável, com tempestades mais intensas concentrando-se entre o oeste do Paraná e o Mato Grosso do Sul. Há um risco maior de quedas de granizo e chuvas volumosas, enquanto pancadas menos intensas afetarão o nordeste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

No domingo (12), o ciclone se consolidará em alto-mar na transição entre sábado e madrugada de domingo. As instabilidades começarão a perder força no Sul, mas a frente fria avançará rapidamente, trazendo chuvas e queda de temperatura para os estados do Sudeste e Centro-Oeste.

Um fator importante para a intensidade das tempestades será a atuação de um rio atmosférico. A diminuição da pressão atmosférica associada ao ciclone atuará como uma bomba de sucção, transportando grandes quantidades de vapor d'água e calor da região amazônica para o Sul, o que desestabilizará a atmosfera e favorecerá a formação de nuvens carregadas.