O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, negou a existência de um acordo com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para que ambos desistissem de suas candidaturas em favor do senador Flávio Bolsonaro, do PL. Esse suposto entendimento teria como intuito impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
As especulações sobre uma possível articulação entre Caiado e Zema, que se apresentam como alternativas à polarização eleitoral, surgiram nesta segunda-feira (28) entre membros do Progressistas (PP). Ao ser questionado sobre o assunto, Caiado foi enfático ao afirmar que não há chance de desistir de sua candidatura. "Posso responder por mim. Não existe qualquer hipótese de desistência. Tá entendido?", declarou, em entrevista ao portal Metrópoles.
Nos bastidores políticos, Zema está sob pressão de seus aliados para reconsiderar sua candidatura à presidência. Sua assessoria não confirmou nem negou a possibilidade de uma retirada, mantendo-se em silêncio sobre o assunto. O ex-governador é visto como próximo do grupo que apoia Flávio Bolsonaro, sendo que a cúpula do Novo liberou alguns de seus membros para manifestar apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, Zema ainda não se pronunciou oficialmente sobre essa situação.
Por outro lado, Caiado tem criticado Flávio Bolsonaro durante a campanha e se posiciona como uma das principais alternativas da direita em meio à polarização entre o candidato do PL e Lula. Pesquisas recentes indicam que Flávio poderia receber uma significativa parcela dos votos de Caiado e Zema em um eventual segundo turno.
Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta segunda-feira (28), revelou que Flávio Bolsonaro poderia "herdar" a maior quantidade de votos de Caiado e Zema caso ambos chegassem ao segundo turno contra o presidente Lula. Conforme o levantamento, 42% dos eleitores que inicialmente optaram por Caiado afirmaram que votariam em Flávio na segunda votação, enquanto 30% indicaram preferência por Lula.
Entre os apoiadores de Zema, o apoio a Flávio Bolsonaro alcança 81%, enquanto 23% optariam por Lula. No primeiro turno, Caiado aparece com 4% das intenções de voto, enquanto Zema registra apenas 1%.