O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado, do PSD, comentou a recente decisão do Senado em relação à indicação de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). Para Caiado, a rejeição de nomes indicados pelo presidente Lula indica que esse cargo não deve ser visto como um posto de confiança do Executivo.
Em suas declarações, Caiado ressaltou que os senadores demonstraram firmeza ao não aprovar as indicações de aliados próximos ao presidente. Ele utilizou uma expressão regional para criticar as escolhas que, segundo ele, estão atreladas a relações pessoais ou políticas com o governo.
O político ainda mencionou que a indicação de Jorge Messias, por exemplo, continuaria o alinhamento das escolhas feitas anteriormente. Ele citou especificamente os nomes de Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, e Flávio Dino, ex-ministro da Justiça, como representações desse perfil que não deveria ser aceito.
Caiado descreveu a decisão do Senado como uma derrota histórica para as práticas de indicação que predominavam até então e um necessário ajuste de rumo. Para ele, essa ação dos parlamentares estabeleceu um limite e fez com que a Casa exigisse novos critérios de seleção para o STF.
Por fim, o ex-governador de Goiás defendeu que a postura adotada pelo Senado merece reconhecimento, afirmando que o Legislativo cumpriu seu papel ao rejeitar nomes que possuíam estreitas relações com o governo federal.