Aumento significativo nos gastos do TJ-RJ com penduricalhos durante a Gestão Ricardo Couto

Os gastos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com auxílios e indenizações a servidores quase dobraram, alcançando R$ 878,9 milhões em 2025 sob a gestão de Ricardo Couto. O crescimento foi de 79% em relação a 2024, destacando-se os aumentos nos auxílios alimentares e diárias de viagem.
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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) apresentou um crescimento expressivo nas despesas relacionadas a auxílios e indenizações a servidores. Com a presidência de Ricardo Couto, atualmente governador interino do Estado, os gastos com esses benefícios quase dobraram entre os anos de 2024 e 2025.

De acordo com informações oficiais do TJ-RJ, os chamados “penduricalhos” geraram um custo aproximado de R$ 878,9 milhões em 2025, refletindo um aumento de 79% em comparação ao ano anterior, que registrou R$ 490,7 milhões. Esses benefícios incluem uma variedade de auxílios como alimentação, transporte, creche, moradia, assistência médica e odontológica, além de passagens e indenizações por ajuda de custo.

Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter vetado, em março deste ano, o pagamento de auxílios como o auxílio-creche e moradia, o TJ-RJ continuou realizando esses repasses em 2026. A análise dos gastos nos últimos anos mostra uma variação significativa: em 2021, o Tribunal gastou R$ 396,4 milhões com esses itens, somando R$ 461,7 milhões em 2022, antes de uma queda para R$ 398,7 milhões em 2023. Em 2024, houve uma nova alta, alcançando R$ 490,7 milhões, e, em 2025, o aumento foi acentuado, especialmente no auxílio-alimentação, que saltou de R$ 330,4 milhões para cerca de R$ 571,2 milhões.

Além disso, os pagamentos relacionados a diárias de viagem também cresceram, passando de R$ 1,6 milhão em 2024 para R$ 9,6 milhões em 2025. O desembargador Ricardo Couto recebeu R$ 192,3 mil em diárias ao longo de sete meses do passado. As indenizações por ajuda de custo, transporte e auxílio-moradia tiveram um aumento drástico de R$ 8 milhões para R$ 51,8 milhões em um ano, enquanto os gastos com passagens e locomoção subiram de R$ 1,5 milhão para R$ 4,4 milhões.

O crescimento nas despesas se manteve em 2026, com o Tribunal já tendo desembolsado R$ 195,4 milhões até março. A gestão de Ricardo Couto contrasta com a administração anterior, onde as despesas com pessoal no TJ-RJ saltaram de R$ 3,5 bilhões para R$ 6,2 bilhões em 2025, sem considerar os gastos com os “penduricalhos”.

O detalhamento dos gastos mostra que, entre 2021 e 2026, os valores destinados a auxílios e indenizações apresentaram um crescimento significativo, enquanto o STF implementou restrições ao pagamento de benefícios extras no Judiciário e no Ministério Público. Embora apenas benefícios por tempo de serviço e diárias fora do teto tenham sido mantidos, auxílios como moradia e creche continuaram a ser pagos pelo TJ-RJ em 2026, conforme informações disponibilizadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.