Audiência sobre homicídio ligado à máfia chinesa é remarcada após sumiço de testemunhas

Uma audiência que investiga o assassinato de um comerciante chinês em São Paulo, supostamente ligado a uma máfia, foi adiada para 2027 devido à ausência de testemunhas essenciais. O caso se arrasta desde 2015, revelando a atuação do Grupo Bitong na extorsão de lojistas.
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A audiência de instrução do processo que investiga o homicídio de Zhenhui Lin, supostamente cometido por membros da máfia chinesa em São Paulo, foi adiada para 15 de fevereiro de 2027. O adiamento ocorreu devido à impossibilidade de localizar duas testemunhas-chave, que colaboraram com as investigações sob identidade preservada. Este é o quarto adiamento do caso, que já se arrasta desde o assassinato em janeiro de 2015.

Zhenhui Lin foi assassinado por se recusar a continuar pagando propina ao Grupo Bitong, uma ramificação da máfia chinesa que ameaçava e extorquia lojistas na região da 25 de Março, sob a liderança de Liu Bitong. O acusado foi capturado pela Polícia Federal (PF) em Roraima, no dia 16 de dezembro de 2024, após quase oito anos foragido. Atualmente, Liu Bitong está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Guarulhos, localizado na Região Metropolitana de São Paulo.

O homicídio de Lin não apenas chocou a comunidade local, mas também expôs a atuação de uma organização criminosa em uma das áreas mais movimentadas do país. O caso gerou um longo processo judicial que já dura 11 anos e ainda não apresenta uma previsão de conclusão.

As testemunhas que estavam protegidas colaboraram com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) desde 2017, quando a denúncia foi formalizada. Durante a fase de inquérito, as depoentes também contribuíram com a Polícia Civil, mas nunca compareceram em juízo. Na audiência anterior, realizada em 8 de junho, a juíza Melanie Liesenberg, da 1ª Vara do Júri do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), havia determinado a expedição de mandado de intimação e condução coercitiva das testemunhas.

O novo adiamento, decidido na última segunda-feira (3/8), foi motivado pela insistência tanto da defesa quanto da acusação em interrogar as testemunhas. A expectativa é que a nova data possa garantir a presença das depoentes, essenciais para o andamento do processo e a elucidação dos fatos relacionados ao caso.