Na quarta-feira, 29 de julho de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis, todos agonistas do receptor de GLP-1, com semaglutida como princípio ativo. Os produtos foram desenvolvidos para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2 em adultos, especialmente em casos onde o controle da doença é considerado insuficiente.
Os medicamentos registrados incluem: Owozy, da empresa Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. (CNPJ nº 31.203.582/0001-37); Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ: 05.035.244/0001-23); Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. (CNPJ: 05.161.069/0001-10); Semavy, da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. (CNPJ: 61.082.426/0001-26); e Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica Ltda. (CNPJ 73.663.650/0003-52).
Esses novos dispositivos injetáveis foram autorizados para uso em complemento a dietas e exercícios físicos, especialmente quando a utilização de metformina é considerada imprópria devido a intolerâncias ou contraindicações por parte dos pacientes. A aprovação destes medicamentos se deu por meio de comparação com o Ozempic, um produto biológico já estabelecido no mercado.
A priorização da análise de medicamentos com semaglutida e liraglutida teve início em agosto de 2025, a pedido do Ministério da Saúde. Essa iniciativa visa beneficiar o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir o abastecimento do mercado nacional. A Anvisa publicou o Edital de Chamamento 12/2025, que contribuiu para a agilidade no processo de registro.
Além disso, um plano com 125 iniciativas foi implementado pela Anvisa para reduzir o tempo de análise e as filas de concessão de REGISTROS de medicamentos. Essa mobilização permitiu que 11 dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos previstos no edital tivessem sua análise concluída, o que demonstra um avanço significativo na aprovação de novas soluções terapêuticas.
Atualmente, 68% das solicitações de registro de dispositivos injetáveis para o tratamento de obesidade e diabetes protocoladas na Anvisa referem-se a medicamentos sintéticos. O aumento no número de pedidos também é reflexo da expiração de patentes de diversos medicamentos nos últimos anos, que abriram espaço para novas opções no mercado.