Lula se candidata à reeleição e afirma que 2026 será seu último pleito

Durante a Convenção Nacional do PT, Lula declarou que sua candidatura à reeleição em 2026 marcará mudanças estruturais na política brasileira e que não deseja ser lembrado apenas pelo Bolsa Família.
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Neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou oficialmente sua candidatura à reeleição durante a Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada em São Paulo. Em seu discurso, que durou cerca de uma hora, Lula afirmou que um eventual quarto mandato será caracterizado por mudanças significativas na relação entre os Poderes e no sistema político do Brasil. Ele ressaltou: "Não quero ser lembrado apenas pelo Bolsa Família".

Lula aproveitou a oportunidade para defender o legado de sua administração e destacou que esta será sua última corrida eleitoral à Presidência da República. O presidente criticou o modelo de financiamento de campanhas e a quantidade de recursos destinados às emendas parlamentares, propondo uma revisão na dinâmica entre o Executivo e o Legislativo.

No discurso, Lula expressou sua insatisfação com o atual sistema de fundo partidário, que, segundo ele, contribui para a promiscuidade entre os partidos políticos. Ele afirmou que, caso seja reeleito, adotará uma postura mais firme em relação a esses temas. "Não vou ser o ‘Lulinha paz e amor’. Vou ser o ‘Lulinha porreta’", declarou, enfatizando a necessidade de um debate democrático sobre a relação entre os Poderes.

Além disso, o presidente reconheceu as dificuldades que um governo enfrenta para atender a todas as demandas da população. "Sei que nem sempre pude entregar tudo que queriam, mas governar é uma tarefa complexa", disse. Lula TAMBÉM abordou questões relacionadas à saúde e à autonomia das mulheres, afirmando que elas devem ter filhos quando desejarem.

A candidatura de Lula, que busca um quarto mandato, conta com o apoio da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede.

Durante a convenção, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou adversários que desacreditam o sistema eleitoral brasileiro, fazendo referência às investigações sobre tentativas de golpe de Estado após as eleições de 2022, sem mencionar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele disse que os que foram eleitos pelo voto popular não deveriam sequer ter sido candidatos à Presidência.