Antonio Fagundes estreia como diretor em ‘Sete Minutos’ e compartilha a magia do teatro

A peça 'Sete Minutos – Uma Comédia no Tempo Certo', escrita por Antonio Fagundes, retorna aos palcos com sua direção. A estreia está marcada para 21 de maio, em São Paulo, com a participação de um elenco renomado.
Antonio Fagundes em ensaio da peça 'Sete Minutos' — Foto: 1 de 1 Apaixonado por
Antonio Fagundes em ensaio da peça 'Sete Minutos' — Foto: 1 de 1 Apaixonado por

Antonio Fagundes, conhecido por sua vasta carreira no teatro, se prepara para estrear como diretor da peça 'Sete Minutos – Uma Comédia no Tempo Certo'. O espetáculo, que ele escreveu e encenou em 2002, terá sua nova versão apresentada a partir do dia 21 de maio, no Teatro Cultura Artística, localizado em São Paulo.

Antes do grande dia, Fagundes organizou ensaios abertos, permitindo que o público acompanhasse o processo de criação. O Metrópoles teve a oportunidade de participar de um desses ensaios, observando Fagundes na nova função de diretor. Após a apresentação, o ator promoveu uma roda de conversa, onde compartilhou suas impressões sobre o papel do diretor e a experiência de dirigir uma peça que ele mesmo atuou.

Durante a conversa, ele enfatizou que a leitura ou a visualização de ensaios não diminuem a surpresa da estreia, pois o que realmente importa no teatro é a interpretação do ator e como ele se relaciona com o texto. Para Fagundes, essa interação é o que constitui a verdadeira magia do teatro.

Celebrando 60 anos de trajetória artística, o ator revisita sua obra 'Sete Minutos', agora sob a perspectiva de diretor. A comédia conta com um elenco talentoso, incluindo Norival Rizzo, Walter Breda, Fábio Esposito, Ana Andreatta, Conrado Sardinha e Natália Beukers, e narra a história de um ator veterano que, frustrado com as distrações da plateia, decide abandonar o palco durante uma apresentação de Macbeth.

Fagundes compartilhou que comandar a direção é um trabalho solitário, no qual ele precisa instigar os atores a contribuírem com suas interpretações. Ele ressaltou a importância de permitir que o público vivencie esse momento de vulnerabilidade, considerando a plateia como o 7º personagem da peça, ao contrário de alguns diretores que temem a interferência do público.

A ideia de trazer Fagundes para dirigir a peça partiu de Natália Beukers, a produtora, que ao ler o texto sentiu que havia um papel ideal para ela. Após uma leitura em grupo, ela convidou Fagundes, que se divertiu com a forma como recebeu o elenco, afirmando que o fez “de porteira fechada”.