Os representantes legais de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, planejam solicitar ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a liberação do banqueiro para que ele possa realizar exames médicos. A necessidade dessa autorização surgiu após Vorcaro apresentar um mal-estar na última segunda-feira (20).
Informações coletadas indicam que, após o incidente, Vorcaro recebeu atendimento médico na unidade prisional, onde um profissional particular avaliou sua condição de saúde e não encontrou gravidade. Atualmente, ele já se recuperou e se encontra em boas condições.
Em março, a Segunda Turma do STF decidiu, por maioria, manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro. A defesa está finalizando os trâmites para propor uma colaboração premiada à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF), com a esperança de que essa ação possa facilitar a liberdade do banqueiro.
O acordo de delação premiada está sendo elaborado com uma série de documentos anexos e inclui uma proposta de pagamento de uma multa bilionária. Os advogados de Vorcaro acreditam que a PF e o MPF levarão aproximadamente duas semanas para analisar a documentação recebida. Após essa etapa, mais duas semanas devem ser necessárias para a realização das oitivas e depoimentos.
Entretanto, essa previsão é considerada otimista, e o processo pode se alongar por mais de um mês. Um fator que pode contribuir para essa extensão é a avaliação do valor da multa, que ainda precisa ser discutido entre as partes e pode resultar em contrapropostas que prolonguem as negociações.
Um dos principais desafios enfrentados pela defesa é a obrigação de apresentar informações significativas que ainda não estejam disponíveis para a Polícia Federal. Como os sigilos telefônico, telemático e bancário do banqueiro já foram quebrados, as autoridades possuem um grande volume de dados sobre o caso. Para que a delação seja aceita, Vorcaro precisará fornecer nomes e fatos que vão além do que já foi descoberto nas investigações.