A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ganhou novo impulso após o primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (4). O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, obteve mais de 56 milhões de votos, superando os 53,8 milhões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição. Com esse resultado, Flávio, que antes se encontrava isolado, agora busca unir forças para o segundo turno, agendado para o próximo dia 25.
Logo após o primeiro turno, diversos apoios começaram a surgir. Um dos primeiros a declarar seu suporte foi Romeu Zema (Novo), ex-candidato à Presidência, que destacou a importância de derrotar o PT nas urnas. “Nós ainda temos uma grande batalha agora dia 25, derrotar o Lula e o PT. Não vou me omitir e nem ficar em cima do muro neste momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro”, afirmou Zema em um vídeo.
Zema, que ficou em sexto lugar na disputa presidencial com apenas 0,27% dos votos válidos, havia trocado críticas com a família Bolsonaro durante a campanha, o que torna sua declaração de apoio um fato significativo. Outro apoio relevante veio de Ronaldo Caiado (PSD), que registrou 2,18% dos votos e ocupou a quinta colocação, com 2.605.148 votos. Durante um evento em Goiás, Caiado se comprometeu a trabalhar pela transformação do Brasil ao lado de Flávio.
Além desses apoios, a federação União Brasil e Progressistas, que optaram pela neutralidade no primeiro turno, também confirmaram o apoio a Flávio. O PP é o partido da senadora Tereza Cristina, que havia sido cogitada para ser a vice na chapa, mas a neutralidade da sigla impediu essa possibilidade. A decisão pela neutralidade foi influenciada pela postura do senador Ciro Nogueira, presidente do PP, que não recebeu o respaldo desejado de figuras como Guilherme Derrite e André do Prado.
Na próxima segunda-feira (12), Flávio e Tarcísio de Freitas têm uma agenda marcada no interior, onde participarão de um grande evento em São José dos Campos, seguido de uma motocarreata. A estratégia é replicar ações que foram bem-sucedidas na campanha de 2022 do ex-presidente Jair Bolsonaro, resgatando momentos simbólicos da trajetória política da família.
Enquanto Flávio acumula apoios, o presidente Lula enfrenta a dificuldade de conseguir adesões significativas. Até o momento, Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), que ficaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente, já manifestaram que não apoiarão nem Flávio nem Lula. Esse cenário contrasta com a situação de 2022, quando Lula recebeu rapidamente o apoio de diversos grupos e figuras do centro político, enquanto Jair Bolsonaro buscava articular sua reeleição. Com as mudanças, é Lula quem agora se vê em desvantagem na corrida eleitoral.