APAE apresenta projeto para tornar unidade 100% sensorial em Ponta Grossa

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Kauany Bechinski e Gustavo Cabral Nunes falaram na Tribuna Livre –

A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) recebeu, nesta quarta-feira (23), durante a Tribuna Livre, representantes da Escola de Educação Básica Professora Maria de Lourdes Canziani, mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Ponta Grossa. A auxiliar administrativa Kauany Bechinski e Gustavo Cabral Nunes, da diretoria da instituição, que apresentaram aos vereadores o trabalho desenvolvido pela entidade e projetos para ampliar e adequar a estrutura de atendimento.

Durante a apresentação, os representantes destacaram que a APAE de Ponta Grossa atua há 60 anos no município e atende atualmente cerca de 411 pessoas. Segundo eles, aproximadamente 120 crianças aguardam na fila de espera por atendimento. “Quando falamos na fila de espera, não estamos apenas falando de um número em uma planilha. Estamos falando de crianças, de famílias, de mães e pais que aguardam a oportunidade para que seus filhos tenham acesso ao atendimento que precisam”, afirmou Kauany.

De acordo com a instituição, o perfil das pessoas atendidas também mudou ao longo dos anos. Se anteriormente havia predominância de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais, atualmente a APAE registra um aumento na demanda de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A mudança, segundo os representantes, exige adaptações na estrutura física e na forma de atendimento. Nesse sentido, a instituição trabalha na proposta de transformar a APAE de Ponta Grossa na primeira unidade 100% sensorial do Brasil.

Algumas adaptações já foram realizadas, como alterações no som utilizado na entrada e durante o intervalo do lanche, além da mudança nas cores das paredes para tonalidades consideradas mais adequadas às necessidades de pessoas com TEA. “Esses detalhes fazem total diferença no dia a dia e nos mostram que estamos começando a adaptar a nossa instituição para uma realidade que mudou”, explicou a auxiliar administrativa.

Entre os principais projetos apresentados está a construção de um novo refeitório. Conforme a APAE, o espaço atual acompanha praticamente os 60 anos de funcionamento da instituição e já não atende adequadamente à quantidade de pessoas que utilizam o local. Atualmente, os horários de lanche precisam ser organizados por períodos. Enquanto uma turma utiliza o espaço, é necessário realizar a higienização para que outra possa entrar, fazendo com que os próximos alunos aguardem.

A instituição afirma que já possui uma estrutura de cozinha que possibilita uma organização próxima ao modelo de cozinha industrial, mas necessita de um novo espaço para o refeitório. A proposta também prevê uma reorganização da área administrativa. Com a construção do novo refeitório, setores como coordenação, direção e secretaria poderiam ser transferidos para o pavimento superior.

Segundo os representantes, a mudança permitiria recuperar aproximadamente dez salas de aula que atualmente são utilizadas para funções administrativas. A expectativa é que os espaços possam ser destinados novamente às atividades educacionais, possibilitando a ampliação do número de turmas.

Outro projeto apresentado durante a Tribuna Livre foi o APAE Saúde, que prevê a ampliação do acompanhamento nutricional de alunos e funcionários da instituição. Para colocar a iniciativa em prática, a entidade pretende estruturar espaços específicos para os atendimentos, incluindo uma sala destinada ao acompanhamento individual com nutricionista.

A proposta, segundo os representantes, busca ampliar o cuidado oferecido dentro da instituição e proporcionar um acompanhamento individualizado, considerando as necessidades de cada pessoa atendida. Ao final da apresentação, os representantes da APAE convidaram os vereadores a conhecerem a estrutura da instituição e os projetos em desenvolvimento. “Queremos apresentar o projeto da APAE aos vereadores e, principalmente, convidá-los para conhecerem o nosso trabalho”, afirmou Kauany.

RESUMO

Apresentação na Câmara: Representantes da APAE de Ponta Grossa participaram da Tribuna Livre na CMPG para apresentar os 60 anos de atuação da entidade, que atende 411 pessoas e possui 120 crianças na fila de espera.

Unidade 100% sensorial: Devido ao aumento da demanda por atendimento a pessoas com TEA, a instituição realiza adaptações estruturais, sonoras e de cores para se tornar a primeira unidade totalmente sensorial do Brasil.

Projetos de expansão: A entidade busca recursos para construir um novo refeitório, remanejar a área administrativa para liberar cerca de dez salas de aula e implantar o programa APAE Saúde com atendimento nutricional.

Com informações da assessoria de imprensa.



Fonte:A Rede PG