Ministro do STF determina entrega de dados da PF e afirma ausência de hierarquia entre colegas

O ministro Cristiano Zanin, do STF, ordenou que a Polícia Federal entregue dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, enfatizando que não há hierarquia entre os ministros. A decisão se baseia na necessidade de acesso completo às provas para o julgamento de um processo em andamento.
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O ministro Cristiano Zanin, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, neste domingo (13), que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, forneça ao seu gabinete uma cópia integral dos dados retirados do celular de Daniel Vorcaro. O prazo para que essa entrega ocorra se encerra às 23h.

Em seu despacho, Zanin destacou que "não existe hierarquia entre os ministros do STF" e que todos os membros do plenário devem ter acesso aos elementos necessários para a análise do processo em questão. Ele argumentou que as provas são de propriedade do colegiado e não podem estar restritas a apenas um ministro.

O pedido de Zanin está relacionado à Petição 16.662, que será discutida pelo plenário do STF na próxima terça-feira (15). Esse processo aborda solicitações referentes às mensagens atribuídas a Vorcaro e as suspeitas levantadas pela Polícia Federal em relação ao ministro Alexandre de Moraes.

O ministro enfatizou a importância de conhecer o material completo para formar sua convicção antes do julgamento. Ele também mencionou que não deve haver restrições de acesso para os julgadores, uma vez que todos estão comprometidos com o dever de sigilo e devem agir com independência e imparcialidade.

A controvérsia teve início quando Zanin requisitou o compartilhamento da mídia armazenada em um HD que está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça. Em resposta, Mendonça afirmou que não possui o celular original e que apenas recebeu uma cópia de segurança criptografada, a qual permanece lacrada e não foi acessada.

Diante dessa situação, Zanin optou por solicitar diretamente à Polícia Federal uma nova cópia integral dos dados. Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes também defenderam que todos os integrantes do Supremo devem ter acesso total aos dados utilizados na investigação.