Renan Santos critica ministros do STF e promete enfrentamento caso seja eleito

O candidato à Presidência Renan Santos declarou que não reconhecerá decisões de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, e defendeu ações para retirá-los da Corte.
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O candidato à Presidência Renan Santos manifestou que, se eleito, não irá reconhecer as decisões dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma sabatina na Jovem Pan, ele descreveu os dois magistrados como "ministros ilegítimos" e defendeu que o futuro presidente deve ter uma postura de enfrentamento com a atual composição da Suprema Corte.

Renan Santos ressaltou que, em um primeiro momento, sua estratégia era evitar um confronto direto com o STF, mas que essa visão mudou. "Essa estratégia está errada. Eu acho que, infelizmente, o próximo presidente vai ter que entrar e vai ter que ir para o enfrentamento com o STF. Se o STF mantiver a composição atual com o Dias Toffoli e com o Alexandre de Moraes, significa que a crise foi mantida e jogada para o próximo mandato", afirmou.

O candidato à Presidência expressou que o próximo chefe do Executivo deve trabalhar para remover Moraes e Toffoli do Supremo. "Isso significa que a gente vai ter um país permanentemente quebrado e dividido. Portanto, o próximo presidente vai ter que atuar em retirar do STF tanto o Alexandre quanto o Dias Toffoli. Isso mudou na minha cabeça", declarou.

Questionado sobre as ações concretas para efetivar esse enfrentamento, Renan mencionou o papel do Senado, que tem a responsabilidade constitucional de processar e julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade. "Duas coisas, o Senado tem que ser ativado, as bancadas do Senado, pra que o impeachment de ministros do STF comece a andar já. Dois, eu não vou reconhecer decisões que venham do Alexandre de Moraes e do Dias Toffoli", acrescentou.

Em sua fala, Renan Santos reafirmou sua posição de não reconhecer Moraes e Toffoli como integrantes legítimos da Suprema Corte. "Esses dois são ministros ilegítimos, eles estão ocupando uma posição ilegítima no STF, eles não são ministros do STF, não os reconheço assim", declarou.

Além disso, ele acusou os ministros de terem atuado em favorecimento a interesses de um banco corrupto que, segundo ele, comprou a República. Renan concluiu sua fala afirmando que não se pode reconhecer o que não deve ser reconhecido.