Javier Milei visita Puerto Iguazú e ignora problemas na fronteira com Foz do Iguaçu

Durante a 47ª Convenção Anual do IAEF em Puerto Iguazú, o Presidente Javier Milei não anunciou medidas para reduzir as filas na Ponte Tancredo Neves, uma das mais movimentadas da Argentina.
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O presidente da Argentina, Javier Milei, participou na sexta-feira (4) da 47ª Convenção Anual do Instituto Argentino de Executivos de Finanças (IAEF), realizada em Puerto Iguazú. Essa foi a primeira visita do presidente à cidade como chefe de Estado, mas, ao final do evento, não foram feitos anúncios sobre um dos principais problemas enfrentados na Tríplice Fronteira: as longas filas e a demora na passagem entre Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu.

Milei concentrou seu discurso em temas relacionados à economia nacional, sem abordar a questão do atendimento migratório na fronteira. Até a manhã deste sábado (5), o governo argentino não havia divulgado qualquer informação sobre mudanças no funcionamento da Ponte Internacional Tancredo Neves ou medidas para minimizar o tempo de espera dos usuários. A ausência desse tema foi notável, considerando que o próprio governo reconhece a relevância dessa ligação com Foz do Iguaçu.

A Ponte Tancredo Neves é uma das rotas mais movimentadas da Argentina, onde circulam veículos particulares, ônibus e transportes de carga. A passagem está aberta 24 horas para veículos particulares, enquanto o transporte de cargas opera das 7h às 19h. Os procedimentos migratórios na fronteira envolvem vários órgãos argentinos, como a Dirección Nacional de Migraciones, a Aduana e a Gendarmería Nacional, que podem causar longas filas, especialmente em feriados e temporadas turísticas.

Durante o evento, o Governador de Misiones, Hugo Passalacqua, abordou questões econômicas e tributárias, destacando a importância do diálogo entre governadores. Milei encerrou a convenção, que contou com a presença de outros governadores, como Alfredo Cornejo, de Mendoza, Raúl Jalil, de Catamarca, e Juan Pablo Valdés, de Corrientes.

Apesar da presença de Milei e de membros do governo argentino em Puerto Iguazú, não houve nenhuma atualização oficial sobre a estrutura da fronteira com Foz do Iguaçu. Assim, a principal demanda de agilidade na circulação entre as duas cidades permaneceu sem resposta durante a visita do presidente, que finalizou seu discurso focado na política econômica, enquanto a espera para cruzar a fronteira continua a ser um desafio para os cidadãos que precisam transitar entre os países.