O sistema Olho Vivo, desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná, tem se mostrado um importante aliado para as forças policiais, contribuindo para a solução de 1.885 ocorrências em um período de oito meses. Os dados foram apresentados pelo secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, e revelam a eficácia da tecnologia desde sua implementação em dezembro de 2025.
As operações do Olho Vivo resultaram em 1.300 prisões e na recuperação de 557 veículos que estavam com alerta de furto ou roubo. A plataforma utiliza 972 câmeras conectadas à inteligência artificial, permitindo a leitura automática de placas e a identificação de características dos veículos em tempo real. Assim que uma correspondência suspeita é detectada, um alerta é enviado para a viatura mais próxima, que pode realizar a abordagem imediatamente.
Hudson Leôncio Teixeira destacou que a inteligência artificial serve como uma ferramenta de apoio, sem substituir o trabalho humano. A tecnologia agiliza processos que, anteriormente, poderiam levar dias ou meses para serem concluídos, permitindo que as forças de segurança avancem em suas investigações em questão de minutos.
Além disso, o sistema também possibilita buscas semânticas, permitindo que os policiais identifiquem suspeitos a partir de descrições detalhadas presentes em boletins de ocorrência, incluindo características de vestimentas e acessórios. Essa funcionalidade tem se mostrado fundamental na resolução de casos.
O impacto do Olho Vivo é evidente em várias regiões do estado. Na cidade de Matinhos, por exemplo, a tecnologia ajudou a localizar um veículo envolvido em roubos de cargas de cigarros em Pontal do Paraná, resultando na prisão do motorista. Em Maringá, a IA foi crucial para a captura de um suspeito de furtos durante uma ação de patrulhamento preventivo.
Em Umuarama, o sistema monitorou um veículo por mais de 120 km, possibilitando uma operação que resultou na apreensão de 269 quilos de maconha. Foz do Iguaçu também se beneficiou, com a identificação de um carro usado por uma quadrilha especializada em furtos de caminhonetes, levando à captura de um foragido da Justiça.