Policial é acusado de feminicídio da esposa, capitã da PM, em Minas Gerais

Um sargento da Polícia Militar foi denunciado pelo feminicídio de sua esposa, também capitã da corporação. O crime ocorreu em julho e envolveu agressões e asfixia, conforme o Ministério Público de Minas Gerais.
sargento-capita-feminicidio-960x592-1

Um sargento de 37 anos da Polícia Militar foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pelo feminicídio de sua esposa, Michele Leão Azevedo, de 41 anos, ocorrido em julho deste ano. A acusação, formalizada no último sábado (29), revela que o crime foi caracterizado por um histórico de violência doméstica, onde a vítima sofreu agressões, golpes com um bastão de madeira e asfixia.

Além de feminicídio, o policial enfrenta acusações de fraude processual, lesão corporal em três ocasiões e tráfico de drogas. A denúncia foi redigida pelo promotor de Justiça Igor Bandeira e Silva, que descreve o feminicídio como um ato cometido com extrema crueldade e por motivos fúteis, utilizando asfixia e dificultando a defesa da vítima.

O documento judicial indica que Michele já havia sido alvo de violência doméstica em pelo menos três ocasiões antes de sua morte, todas registradas no mesmo mês. Nessas situações, o sargento utilizou objetos contundentes para agredi-la, resultando em lesões que foram confirmadas por exames de corpo de delito. A capitã chegou a buscar atendimento médico após esses episódios de agressão, evidenciando um padrão de violência que culminou no feminicídio.

O crime se deu após uma confraternização realizada no apartamento do casal, na noite de 19 de julho. Durante o evento, o sargento questionou Michele sobre mensagens que ela recebia em seu celular, gerando um clima de tensão e agressividade. Convidados perceberam a hostilidade e tentaram intervir para acalmar a situação.

Após o término da festa, já na madrugada, o sargento agrediu a capitã no quarto do casal, apagando mensagens do celular dela. Em seguida, ele transportou a mulher inconsciente até o Hospital Odilon Behrens, onde foi constatado que ela já estava morta há várias horas, apresentando múltiplas lesões traumáticas e um grave traumatismo craniano.

O sargento foi preso em flagrante no hospital. Durante a abordagem, enquanto estava na companhia de outros policiais, ele solicitou para ir ao banheiro e, nesse momento, descartou uma caixa metálica com 18 comprimidos de ecstasy em uma lixeira, que foi posteriormente encontrada e apreendida.