Polícia Federal realiza operação contra tráfico de mulheres no Oeste do Paraná

A Operação Puro Engano investiga esquema de exploração sexual que atrai mulheres do Paraguai e Argentina com falsas promessas de trabalho. A ação resultou em buscas em diversas cidades e na prisão de um homem por posse ilegal de arma.
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã de 25 de agosto de 2026, a Operação Puro Engano, com o objetivo de desarticular um esquema de tráfico internacional de pessoas voltado à exploração sexual no Oeste do Paraná. A investigação revelou que mulheres paraguaias e argentinas eram atraídas ao Brasil sob falsas promessas de emprego e remuneração, mas chegavam ao destino já endividadas, devido ao custo do transporte clandestino, que era de aproximadamente R$ 300.

Durante a operação, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Missal, São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia. Um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A PF identificou um agenciador responsável por buscar as mulheres em seus países de origem e transportá-las pela fronteira em veículos com placas estrangeiras. O custo da viagem era inicialmente pago pelos proprietários dos estabelecimentos, mas posteriormente repassado às mulheres como uma dívida, que já começavam a trabalhar devendo pelo deslocamento.

Além da dívida, as mulheres enfrentavam a possibilidade de multas que variavam até R$ 1 mil, caso descumprissem regras impostas pelos responsáveis dos locais onde eram levadas. A investigação teve início após o desaparecimento de uma jovem em situação de vulnerabilidade, comunicado às autoridades brasileiras por meio do Comando Tripartite. A jovem foi resgatada em novembro de 2025, dentro de uma casa noturna em Missal.

O avanço das apurações indicou uma estrutura organizada para o recrutamento e transporte de mulheres para exploração sexual em território brasileiro. As mulheres resgatadas foram identificadas e ouvidas pelas equipes policiais, e o Consulado do Paraguai, juntamente com a assistência social do município, foi acionado para oferecer apoio e orientação.

Os envolvidos no esquema podem ser responsabilizados por diversos crimes, incluindo tráfico de pessoas para exploração sexual, manutenção de casa de prostituição e favorecimento da prostituição, além de possíveis casos de migração ilegal. A pena para esses crimes pode variar de dois a cinco anos de prisão, além de outras punições por crimes relacionados.

O nome da operação, Puro Engano, reflete as falsas propostas de trabalho utilizadas para atrair mulheres em situação de vulnerabilidade social. As investigações continuam em andamento.