Investigação sobre maus-tratos a bebê resulta em morte e prisão do pai

A morte de um bebê de três meses no Rio de Janeiro, após internação por múltiplas fraturas, levanta suspeitas de maus-tratos. O pai foi preso e a Promotoria de Justiça investiga o caso.

Um bebê de três meses faleceu após quase dois meses de internação em um hospital particular na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, o que motivou as autoridades a intensificarem a investigação sobre maus-tratos. A morte ocorreu neste domingo (23), após a criança ter permanecido em estado gravíssimo. O pai foi preso preventivamente no sábado (22), sob suspeita de estar envolvido nas agressões.

Durante sua internação, o bebê foi diagnosticado com múltiplas fraturas, hemorragia e edema cerebral. Além disso, enfrentou episódios de parada cardíaca e crises convulsivas. A investigação teve início após um alerta da Justiça na sexta-feira (21), que comunicou a gravidade da situação clínica da criança. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil, o bebê já havia passado por uma internação anterior.

Na primeira internação, o pai justificou os hematomas da criança como resultado de uma tentativa de desengasgo, o que despertou a desconfiança dos médicos, levando-os a informar as autoridades. Embora o bebê tenha recebido alta, ele retornou ao hospital com lesões mais graves. Na segunda internação, foram constatadas as múltiplas fraturas, hemorragia e edema cerebral, além das paradas cardíacas e das crises convulsivas.

O MPRJ informou que a 8ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da Capital investiga se houve falhas na comunicação do primeiro atendimento às autoridades. A apuração também abrange a possibilidade de falhas funcionais de conselheiros tutelares que teriam sido notificados sobre a suspeita de maus-tratos.

A defesa da família contesta as acusações contra o pai, argumentando que a saúde da criança já apresentava problemas desde os primeiros meses de vida, incluindo uma internação em UTI por complicações respiratórias. A mãe foi ouvida pela Polícia Civil no sábado (22) e corroborou a versão do pai, afirmando que ele não feriu o filho intencionalmente, mas que tentou desengasgar a criança usando uma técnica que acreditava ser adequada.

O caso continua em investigação pela Promotoria de Justiça e pela Polícia Civil, que buscam esclarecer todos os detalhes envolvidos na morte do bebê e as circunstâncias que levaram a sua internação.