As tarifas de 50% aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma variedade de produtos provenientes do Canadá entraram em vigor neste sábado, 22, após o término das negociações entre Washington e Ottawa sem um acordo satisfatório.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou que o Canadá irá igualar as tarifas impostas pelos Estados Unidos “dólar por dólar” para proteger seus trabalhadores e empresas, uma resposta às recentes tensões comerciais que se acentuaram desde o início do segundo mandato de Trump.
Dominic LeBlanc, ministro canadense do Comércio, permaneceu em Washington durante a semana em um esforço para mitigar a crise entre os dois países. No entanto, as reuniões concluíram na sexta-feira, 21, sem que um entendimento fosse alcançado, resultando na implementação das tarifas a partir das 0h01 locais (1h01 no horário de Brasília).
Com a falta de um acordo, as tarifas de 50% foram aplicadas a mercadorias que totalizam quase US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões), representando 5,5% das exportações canadenses para os Estados Unidos. Entre os produtos afetados estão itens que variam de tacos de hóquei a cimento.
Jamieson Greer, Representante do Comércio dos Estados Unidos, afirmou que, apesar da oferta de um tratamento preferencial para o Canadá, novas exigências e retrocessos em compromissos anteriores por parte do governo canadense alteraram o delicado equilíbrio que havia sido alcançado nas negociações. Greer também destacou que a recusa do Canadá em fechar o acordo sob os termos previamente discutidos foi um fator determinante para a continuidade das tarifas.
Além disso, Greer mencionou que os Estados Unidos haviam proposto tarifas reduzidas em setores específicos, como aço, alumínio, automotivo e madeira, em troca de concessões não detalhadas por parte do Canadá. Ele também comentou sobre as retaliações que o Canadá mantém contra produtos e serviços americanos.