Uma investigação realizada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) revelou detalhes sobre um incidente ocorrido em um voo da Azul, em novembro de 2022, que resultou em ferimentos em quatro passageiros. O relatório, divulgado recentemente, indica que a aeronave, que transportava 193 passageiros e 14 tripulantes, enfrentou uma turbulência severa ao se aproximar de uma área com instabilidade climática.
Durante o voo, que partiu de Viracopos, em Campinas (SP), com destino ao Aeroporto de Orlando, nos Estados Unidos, o sinal luminoso de "apertem os cintos" foi acionado, mas quatro passageiros não estavam usando os cintos de segurança no momento da turbulência. O episódio, que durou cerca de 55 segundos, resultou em um passageiro arremessado para cima, que acabou quebrando o pulso e uma vértebra lombar, enquanto os outros três tiveram ferimentos leves.
Os passageiros afetados se encontravam nos assentos 25D, 35C, 26G e 28D. Os ferimentos reportados incluem uma fratura no punho e na vértebra lombar (assento 25D), contusões na região do abdômen (assento 35C) e contusões leves na cabeça (assentos 26G e 28D). Nenhum membro da tripulação se machucou durante o incidente.
O relatório enfatiza a importância do uso do cinto de segurança durante todo o voo, independente das condições climáticas ou do aviso luminoso. A investigação destacou que condições meteorológicas adversas contribuíram para a ocorrência do incidente e reforçou a necessidade de conscientização por parte das companhias aéreas sobre a utilização do cinto de segurança.
Dados do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos foram citados, apontando que o uso do cinto de segurança é crucial para a prevenção de lesões graves em situações de turbulência. O estudo analisou 111 acidentes relacionados à turbulência, revelando que apenas um dos 123 ocupantes gravemente lesionados utilizava o cinto no momento do evento. Além disso, 83,5% dos comissários de bordo que sofreram lesões não estavam usando o cinto de segurança.
A Azul foi contatada para comentar sobre o relatório, mas ainda não houve retorno. O espaço permanece aberto para a resposta da companhia aérea.