Comandante do CENTCOM encerra visita ao Oriente Médio com foco na presença militar dos EUA

O almirante Brad Cooper finalizou uma missão de dez dias na região, onde se encontrou com autoridades e visitou o porta-aviões USS Abraham Lincoln, destacando a mobilização de mais de 50 mil militares americanos.
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O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), concluiu uma viagem de dez dias pelo Oriente Médio, que abrangeu seis países. Durante sua estadia, Cooper visitou Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, onde se reuniu com autoridades civis e militares. O CENTCOM informou que atualmente mais de 50 mil militares americanos estão mobilizados na região, participando de diversas operações.

Na Jordânia, o almirante liderou a cerimônia de troca de comando da força-tarefa encarregada da Operação Inherent Resolve, uma missão que foi criada inicialmente para combater o Estado Islâmico. O major-general Kevin Lambert passou o comando ao contra-almirante Liam Hulin em 11 de agosto. Essa transição é um reflexo da continuidade das operações americanas na luta contra ameaças no Oriente Médio.

Um dos momentos mais significativos da visita foi a passagem pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, que marca a segunda visita de Cooper ao navio em 2023. Em fevereiro, ele já havia estado a bordo, acompanhado pelo enviado especial americano Steve Witkoff e Jared Kushner. O Abraham Lincoln, que saiu de San Diego em novembro e chegou ao Oriente Médio em janeiro, tem realizado milhares de voos de combate em apoio à Operação Epic Fury e ao bloqueio naval contra o Irã.

A visita ocorre em um contexto de crescente preocupação com o desgaste da tripulação após uma das mobilizações mais longas e intensas do porta-aviões. Recentemente, familiares de marinheiros expressaram suas insatisfações à imprensa americana, relatando problemas de abastecimento, instalações e saúde mental a bordo. Apesar disso, Autoridades do Pentágono e da Marinha contestaram a gravidade dessas reclamações, embora tenham reconhecido que alguns casos de saúde mental foram tratados no navio.

Cooper conversou com os marinheiros e fuzileiros navais durante sua visita, agradecendo pelo trabalho realizado. "A história registrará esta missão como uma das mais operacionalmente intensas e consequentes da era moderna", afirmou o comandante do CENTCOM. A viagem de dez dias reforça a importância da presença militar americana no Oriente Médio, onde, além dos mais de 50 mil militares, o CENTCOM mantém forças aéreas, navais e terrestres na região, visando preservar a cooperação militar com aliados e manter a pressão sobre o Irã.