Ao menos 20 prefeitos do PL no estado de Mato Grosso estão ameaçando se desfiliar da sigla em protesto contra a aliança recentemente firmada com o MDB. O anúncio da aliança ocorreu no domingo (2), após uma reunião em Brasília com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
De acordo com a nova composição, o senador Wellington Fagundes será o candidato ao governo do estado. As duas vagas ao Senado serão disputadas por Janaína Riva, do MDB, e José Medeiros, do PL. Durante a convenção nacional do partido, Fagundes defendeu a aliança como uma estratégia necessária para fortalecer a chapa. Ele afirmou que a coligação em Mato Grosso já está definida, em conjunto com o Partido Nacional do Estado.
O senador também mencionou que o empresário Odílio Balbinotti, que seria suplente na chapa de Medeiros, teria aceitado a nova configuração, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente.
A reportagem apurou que Valdemar Costa Neto autorizou a expulsão de filiados que não aceitarem a decisão tomada na aliança. Essa mensagem foi interpretada como um ultimato direcionado ao prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, um dos principais críticos da aliança entre PL e MDB.
Em resposta à movimentação, Brunini publicou nas redes sociais sua insatisfação. Ele afirmou que não apoiará uma união com o PT ou MDB, questionando se deveria apoiar o PT caso o PL em Mato Grosso se juntasse a ele por fidelidade partidária. O prefeito deixou claro que não aceita essa condição e que prefere ser liberado da sigla do que ser obrigado a apoiar esses partidos.
Diante da crise gerada, o presidente nacional do PL está agendando reuniões com prefeitos e parlamentares da sigla em Mato Grosso, que ocorrerão nesta segunda-feira (3), em Brasília, na tentativa de conter a insatisfação e evitar novas desfiliações.