No último sábado (1º), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) realizou sua convenção em Curitiba, onde confirmou Samuel de Mattos como candidato ao Governo do Paraná nas eleições de 2026. O evento, que ocorreu no Espaço Leon Trotski, no Centro de Curitiba, também oficializou Helena Figueiredo como candidata a vice-governadora. A convenção foi conduzida de forma híbrida, com participantes presentes fisicamente e outros conectados por teleconferência, e a formação da chapa foi aprovada de maneira unânime.
Além da candidatura ao governo, o PSTU apresentou dois nomes para a disputa proporcional na Assembleia Legislativa do Paraná: Bia Bremh e Leonardo Martinez. A escolha de um homem e uma mulher cumpriu a exigência legal de 30% de candidaturas femininas, garantindo a cota de 50% para cada gênero.
O candidato Samuel de Mattos, de 38 anos, possui uma trajetória marcada pela atividade nos movimentos sociais e pela militância sindical, tendo atuado como dirigente sindical por cinco anos. Formado em Matemática, atualmente é professor na rede estadual de ensino e já se destacou na política local ao concorrer à prefeitura de Curitiba em 2024, quando obteve 569 votos, representando 0,06% do total.
Em sua plataforma política, Mattos enfatizou a necessidade de resolver problemas cruciais enfrentados pela população, como saúde e transporte, propondo o fim das privatizações e a instalação de conselhos populares para uma gestão mais democrática.
O evento também se insere em um contexto mais amplo de preparativos para as eleições, onde convenções partidárias servem não apenas para definir candidaturas, mas também para deliberar sobre coligações e registrar os números que serão utilizados nas urnas eletrônicas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Lei da Reforma Política determina que essas convenções ocorram entre 20 de julho e 5 de agosto, com o prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral estabelecido para 15 de agosto.
A importância das convenções partidárias é enfatizada considerando que elas são momentos cruciais para a organização e definição das estratégias eleitorais. O TSE também lançou um programa de combate à desinformação em parceria com dez grandes empresas de tecnologia, contextualizando a relevância das eleições de 2026 para o cenário político brasileiro.