Romeu Zema propõe impeachment de ministros do STF durante lançamento de candidatura

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Partido Novo, criticou o STF e defendeu o impeachment de seus ministros em coletiva após convenção. Zema também apresentou propostas para reformar o Judiciário.
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O governador de Minas Gerais e candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em coletiva de imprensa após a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília. Durante o evento, o político manifestou apoio ao impeachment de três ministros da Corte e propôs mudanças no funcionamento do Judiciário.

Questionado sobre as possíveis ações em relação ao STF, caso seja eleito, Zema afirmou que certos ministros extrapolaram suas funções. Ele expressou otimismo quanto a uma renovação no Senado Federal, a qual acredita que poderá permitir a continuidade dos processos de impeachment. "Estou muito confiante que vamos ter um Senado diferente do atual, que vai levar adiante aquilo que vai trazer uma moralização para o Brasil, que é o impeachment dessas frutas podres que estão lá no Supremo", declarou.

Ao ser indagado sobre quais ministros estariam nesta lista, o candidato citou diretamente Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Zema destacou que dois deles estão envolvidos em situações comprometedoras e um terceiro, embora não tanto, está relacionado a patrocínios de eventos jurídicos.

Além das críticas, Zema apresentou propostas concretas para reformar o STF. Ele sugeriu que os ministros sejam indicados apenas a partir dos 60 anos e que seus mandatos sejam limitados a 15 anos. O governador também propôs a substituição do atual modelo de livre indicação do presidente da República por uma lista tríplice, elaborada por instituições do sistema de Justiça, incluindo o Senado, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Ministério Público Federal (MPF).

Outra proposta de Zema é a eliminação das decisões monocráticas em casos de grande impacto nacional, especialmente aqueles que envolvem leis aprovadas pelo Congresso Nacional. "Se for para derrubar algo, pelo menos que seja uma decisão de colegiado e não uma assinatura de um ministro valer mais do que 400 deputados", enfatizou.

As declarações foram feitas durante a primeira coletiva de imprensa de Romeu Zema após a homologação de sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Novo. Na entrevista, o governador também criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu uma ampla agenda de privatizações e prometeu um combate mais rigoroso ao crime organizado. Além disso, Zema afirmou que revisará a situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, caso venha a ser eleito.