O PSD anunciou neste domingo (26) a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República para as eleições de 2026, em uma convenção nacional realizada em São Paulo. O evento também confirmou Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente, consolidando uma chapa formada exclusivamente por membros do partido.
Em seu discurso, Caiado enfatizou que sua candidatura surge como uma proposta de alternativa à polarização política predominante no país. Ele reconheceu a coragem de Kassab em apoiar sua candidatura, afirmando que essa determinação foi crucial para que ele decidisse concorrer. "Eu não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab, que enfrentou todos aqueles que achavam que podiam calar o Brasil e que não teria mais nenhum candidato fora da polarização", declarou.
Além disso, o ex-governador de Goiás ressaltou sua experiência na gestão do Estado, prometendo levar essa vivência para o governo federal. "Não é possível que o Brasil vá querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. Eleição não é de rejeitados. É de quem traz resultado para a sociedade brasileira. O que o Brasil precisa é de alguém que tenha coragem de comprar a briga pelo cidadão brasileiro", completou Caiado.
A composição da chapa, já anunciada em julho, conta com Kassab, que é fundador do PSD, criado em 2011. Kassab possui uma trajetória política que inclui cargos como prefeito de São Paulo e ministro nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, além de ser secretário na gestão do governador Tarcísio de Freitas.
Desde sua fundação, o PSD se consolidou no cenário político, atualmente sendo o partido com o maior número de prefeitos no país. Até o momento, a sigla não formalizou coligações para a disputa presidencial.
Esta é a segunda vez que Ronaldo Caiado se candidata à Presidência da República. Sua primeira tentativa ocorreu em 1989, quando obteve 0,72% dos votos no primeiro turno, terminando em décimo lugar. Ao longo de sua carreira, Caiado foi deputado federal, senador e governador de Goiás por dois mandatos. Ele renunciou ao governo estadual em março deste ano para focar na candidatura à Presidência.