Flávio Bolsonaro é oficializado candidato do PL à presidência em convenção em SP

Durante a convenção do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro foi indicado como candidato à presidência, desafiando Lula nas eleições de outubro. O senador enfatizou a luta contra a corrupção e a defesa da liberdade de imprensa.
Brasília (DF) 19/11/2024 Senador, Flávio Bolsonaro, na comissão de segurança do Senado. Senador falou que pensar em Matar não é crime" Foto Lula Marques/ Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro, teve sua candidatura oficialmente confirmada neste sábado (25) durante a convenção do partido, onde se posicionou como adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), nas eleições que ocorrerão em outubro.

Ao discursar para os presentes, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltou a importância do momento: “Aqui tem sangue de Bolsonaro”, afirmou, enquanto se referia ao seu compromisso com a política e a luta que se inicia. O evento ocorreu em São Paulo e se deu em meio a um cenário de crises políticas que impactaram as suas recentes taxas de popularidade.

Em seu discurso, o pré-candidato enfatizou que a convenção representa o início de uma batalha crucial, que segundo ele, é “a luta mais importante das nossas vidas. Uma luta do bem contra o mal, que começou com Jair Bolsonaro em 2018”. Flávio destacou que essa luta é pela defesa da família e contra aqueles que priorizam interesses pessoais, afirmando que a responsabilidade de conduzir essa batalha agora recai sobre seus apoiadores.

Flávio Bolsonaro também expressou sua indignação em relação à corrupção e à alta carga tributária, afirmando que os brasileiros estão cansados de promessas não cumpridas. Ele criticou adversários que, em sua visão, não realizaram as mudanças que prometeram em eleições anteriores: “Quem teve três oportunidades para fazer e não fez, não merece uma quarta oportunidade, porque é óbvio que não vai fazer de novo”, declarou.

Outro ponto abordado pelo senador foi a liberdade de imprensa e o uso das redes sociais, mencionando que a próxima administração poderá ter a responsabilidade de indicar quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele questionou o impacto que isso teria, citando a figura do ministro Alexandre de Moraes, e indagou: “Imaginem mais quatro Alexandre de Moraes, onde esse País vai parar?”.