O Exército Brasileiro destruiu um bunker utilizado, segundo as autoridades, para armazenar materiais ligados ao tráfico de drogas e ao contrabando em Vila Rica do Ivaí, distrito de Icaraíma, no Noroeste do Paraná. A operação foi realizada na quinta-feira, 23 julho mas teve a confirmação divulgada apenas neste sábado, 25.
A ação ocorreu na mesma região onde, em agosto de 2025, quatro homens foram assassinados após desaparecerem durante a cobrança de uma dívida de R$ 250 mil. O caso ganhou repercussão estadual e os principais suspeitos continuam foragidos.
A operação foi conduzida por militares do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (30º BIMec), de Apucarana, em conjunto com equipes da Polícia Militar Ambiental e do Instituto Água e Terra (IAT). Conforme o Exército, a estrutura clandestina estava desocupada no momento da localização.
O bunker possuía aproximadamente 2,5 metros de largura, 1,8 metro de altura e cinco metros de comprimento. Após a inspeção, os militares utilizaram explosivos para demolir completamente a estrutura, impedindo que o local voltasse a ser utilizado por organizações criminosas.
Segundo o comandante da operação, coronel Ubiratã Ataíde Marcondes Filho, a ação integra uma operação interagências voltada ao combate de crimes transfronteiriços, especialmente o tráfico de drogas e o contrabando, práticas recorrentes na faixa de fronteira. De acordo com ele, as equipes permanecem mobilizadas na região para reforçar a fiscalização e impedir a atuação de grupos criminosos.
A localidade onde o bunker foi destruído ficou conhecida após a chacina que vitimou Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. As vítimas desapareceram depois de seguirem até uma propriedade rural para cobrar uma dívida de R$ 250 mil.
Após 44 dias de buscas, os corpos foram encontrados enterrados em uma cova clandestina, em uma área de difícil acesso, todos com marcas de disparos de arma de fogo. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Os principais investigados pelo crime, Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, pai e filho, continuam foragidos e possuem difusão internacional da Interpol. As forças de segurança mantêm as buscas e apuram se a estrutura destruída possuía ligação com grupos criminosos que atuam na região.
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Fonte:Paraná Jornal