A Receita Federal apresentou, nesta quarta-feira (15), um estudo que analisa a distribuição de renda formal no Brasil. Com base nas mais de 41,6 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) recebidas, o levantamento traz um ranking das médias anuais de rendimento de diversas profissões e atividades econômicas.
A média geral de rendimentos declarados pelos brasileiros é de R$ 163 mil por ano. No entanto, a diferença entre as profissões de maior e menor remuneração é significativa. Os titulares de cartórios estão no topo da lista, com um rendimento médio anual de R$ 2,8 milhões, seguidos por membros de altas esferas do funcionalismo público federal e do Judiciário.
No Ranking das Maiores Rendas Declaradas, as profissões com os maiores rendimentos são as seguintes:
1. Titular de Cartório: R$ 2.801.000,00
2. Membro do Poder Judiciário (ministro, juiz e desembargador): R$ 1.442.100,00
3. Membro do Ministério Público (procurador e promotor): R$ 1.261.700,00
4. Diplomatas e afins: R$ 745.400,00
5. Advogado do setor público, procurador da Fazenda e consultor: R$ 651.500,00
6. Atletas, desportistas e afins: R$ 544.000,00
7. Médico: R$ 530.200,00
8. Servidor das carreiras do Banco Central, CVM e Susep: R$ 525.500,00
9. Piloto de aeronaves, comandante de embarcações e oficiais: R$ 494.000,00
10. Servidor das carreiras de auditoria fiscal e de fiscalização: R$ 487.600,00
11. Dirigente, presidente e diretor de empresa industrial ou comercial: R$ 440.400,00
12. Produtor na exploração agropecuária: R$ 362.900,00
Além disso, o estudo também trouxe à tona o Ranking das Menores Rendas Declaradas, destacando profissões com remunerações consideravelmente mais baixas. Os trabalhadores que atuam na indústria extrativa e na construção civil, por exemplo, apresentam rendimentos anuais que ficam em torno de R$ 75.300,00. Outros segmentos como serviços de hotelaria e alimentação também figuram entre os menos remunerados, com rendimentos de R$ 64.800,00.
A pesquisa evidencia a disparidade salarial no Brasil, onde algumas profissões alcançam rendimentos exorbitantes, enquanto outras enfrentam dificuldades com salários muito abaixo da média nacional. Essa desigualdade reflete não apenas as diferenças nas áreas de atuação, mas também as condições do mercado de trabalho e as oportunidades disponíveis para os profissionais em diferentes setores.