Ataques dos EUA resultam na morte de oito militares iranianos

Os últimos ataques realizados pelos Estados Unidos no sul do Irã resultaram na morte de oito membros das Forças Armadas da República Islâmica. A troca de agressões entre os países levou ao fim do cessar-fogo vigente.
ataque-dos-eua-contra-Ira-1

Na manhã desta quarta-feira (08), a televisão estatal iraniana confirmou que, em decorrência de ataques recentes dos Estados Unidos, oito militares da República Islâmica perderam a vida. De acordo com informações divulgadas, os falecidos eram membros das forças aéreas e navais e estavam localizados em Bandar Abbas, no sul do Irã, e em Bushehr, no sudoeste do país. O comunicado das Forças Armadas descreveu os militares como mártires em consequência da "agressão criminosa" perpetrada pelo exército dos EUA.

Antes da divulgação dessa informação, um oficial militar norte-americano afirmou que a mais recente onda de ataques iranianos contra alvos dos EUA não resultou em vítimas ou danos significativos. Segundo o oficial, todos os mísseis e drones lançados pelo Irã foram interceptados ou não causaram estragos consideráveis.

Entre a noite da terça-feira (07) e a manhã de quarta, ocorreu uma intensa troca de ataques entre os dois países, levando o presidente Donald Trump a anunciar o término do cessar-fogo que estava em vigor desde o mês anterior. Trump expressou a expectativa de que a escalada militar com o Irã chegue ao fim rapidamente e assegurou que os EUA retaliariam com força na mesma noite.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, criticou os EUA por supostamente violarem um memorando de entendimento recente entre as nações. Ele alegou que Washington desconsiderou o papel do Irã na gestão do tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz.

Em uma postagem em uma rede social, Baghaei ressaltou que o acordo estabelecido não se baseava em confiança, mas sim em um sistema de "compromisso por compromisso", e que o Irã não havia observado sinais de boa-fé por parte dos Estados Unidos. O porta-voz ainda destacou que os EUA infringiram um ponto específico do memorando, que reafirma o direito do Irã em regular o tráfego seguro de embarcações pelo estreito.

Baghaei acusou Washington de comprometer o acordo com ações unilaterais e agressões ao Irã, reiterando a determinação do país em proteger seus interesses nacionais e sua soberania.