O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, fez uma declaração nesta quarta-feira, 4 de outubro, em resposta aos ataques verbais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Araqchi enfatizou que o Irã não se deixará abalar por essas ofensas, afirmando que a "linguagem depreciativa" utilizada por Trump não diminui a grandeza da nação iraniana.
Em uma mensagem publicada nas redes sociais, o ministro destacou que dirigir-se a um povo "civilizado e corajoso" com palavras desrespeitosas não diminui seu valor. Araqchi reiterou que os iranianos são reconhecidos por sua cultura e valores morais sólidos. Ele declarou: "Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com fatos: sem medo e com grande coragem".
Trump, durante a cúpula da OTAN em Ancara, se referiu aos líderes iranianos de forma pejorativa, chamando-os de "escória" e "pessoas doentes". Em meio a esse cenário, o presidente dos Estados Unidos expressou suas dúvidas sobre a possibilidade de um acordo com o Irã, deixando claro que, sob nenhuma circunstância, o país permitirá que Teerã desenvolva armas nucleares.
"Eu os conheço e não tenho certeza se quero chegar a um acordo com eles. Podemos entrar nesses jogos, mas não tenho certeza se quero fazer um acordo", afirmou Trump, refletindo as crescentes tensões com a República Islâmica, que se intensificaram após uma troca de ataques ocorrida na madrugada do mesmo dia.
Além disso, Trump anunciou que encerraria o cessar-fogo e o memorando de entendimento com o Irã, afirmando: "Não quero mais negociar com eles. São escória. Sabem o que é escória? São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes". As implicações práticas de suas declarações ainda são incertas, mas a retórica acentuou o clima de animosidade entre os dois países.