Conflito no Oriente Médio se intensifica com ataque do Irã a bases dos EUA

O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait e No Bahrein, em retaliação a bombardeios anteriores. A escalada de tensões, que inclui acusações mútuas entre os países, ameaça as negociações para a paz na região.
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Neste domingo (28), o Irã retaliou bombardeando o Kuwait e o Bahrein, em resposta a ataques realizados pelos Estados Unidos em seu território no dia anterior, 27. Esta escalada de hostilidades renova as tensões na região, complicando as negociações para o término da guerra no Oriente Médio.

Os ataques entre Irã e Os Estados Unidos têm como pano de fundo um cessar-fogo acordado em um memorando de entendimento, assinado em 17 de junho, que havia estabelecido diretrizes para o controle do estratégico Estreito de Ormuz. O estreito foi reaberto após um bloqueio imposto pelo Irã desde 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos declararam guerra. No entanto, o Irã restringe o uso do estreito a um corredor de passagem ao longo de sua costa, ameaçando atacar qualquer embarcação que não respeite essa condição.

A Força Aérea dos EUA realizou ataques aéreos em dez alvos no sábado, atingindo “instalações de defesa aérea, depósitos de drones e infraestrutura para instalação de minas”, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom). Essa ação foi uma resposta a um ataque de drone iraniano contra um petroleiro de bandeira panamenha que transitava pelo estreito. A mídia iraniana reportou explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, indicando a gravidade da situação.

A Guarda Revolucionária do Irã, exército ideológico da República Islâmica, assumiu a responsabilidade pelos ataques, afirmando que mísseis e drones foram lançados contra o Kuwait e o Bahrein como retaliação. A Guarda destacou que foram destruídas “oito importantes instalações de infraestrutura militar dos EUA” nas bases aéreas Ali al-Salem, no Kuwait, e na base naval da Quinta Frota, localizada no Porto Salman, No Bahrein.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã expressou sua condenação aos ataques, enfatizando a determinação do país em defender sua soberania. Em resposta, o Kuwait denunciou a “repetição da cruel agressão iraniana”, advertindo que tais ações comprometem os esforços para a paz na região. No Bahrein, o exército local anunciou que interceptou e destruiu vários projéteis utilizados nos ataques iranianos.

Os ataques no Oriente Médio ocorrem em um cenário ainda mais complicado, com bombardeios israelenses em solo libanês que resultaram em fatalidades, conforme relatado pelo Ministério da Saúde libanês. O líder do Hezbollah, Naim Qasem, criticou um recente acordo preliminar entre Líbano e Israel, chamando-o de “grave erro” e “humilhante”. Hassan Fadlallah, deputado pelo partido xiita, alertou que o acordo não será implementado, ressaltando o risco de um conflito interno no Líbano.