Na manhã do último sábado (27), o primeiro-tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos, foi baleado em um atentado na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, localizado no ABC Paulista. O incidente ocorreu durante uma tentativa de homicídio, conforme mostram imagens obtidas pela Jovem Pan, que registraram o momento em que o oficial foi atacado.
Nas gravações, é possível observar Ronickson parado em um semáforo quando indivíduos em uma motocicleta se aproximam e efetuam disparos contra ele. A Polícia Militar informou que o tenente sofreu múltiplos ferimentos. Ele recebeu os primeiros socorros no local antes de ser transportado por um helicóptero Águia para uma unidade de saúde devido à gravidade de sua condição.
Em resposta ao ataque, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou sua indignação e afirmou que as forças de segurança devem priorizar a identificação e a prisão dos culpados. Em uma mensagem nas redes sociais, Tarcísio destacou que ataques a policiais são uma ameaça à sociedade e que o Estado não irá recuar no combate à criminalidade.
O tenente Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, que foi vítima do sequestro mais longo da história de São Paulo, ocorrido em outubro de 2008. Naquele episódio, o auxiliar de produção Lindemberg Alves invadiu um apartamento em Santo André e manteve quatro adolescentes reféns, incluindo Eloá, que tinha apenas 15 anos e era sua ex-namorada.
O sequestro durou aproximadamente 100 horas e foi amplamente acompanhado pela mídia. Seu desfecho aconteceu em 17 de outubro de 2008, quando o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiu o imóvel. Durante a operação, tiros acertaram Eloá e sua amiga Nayara Rodrigues da Silva. Eloá faleceu no dia seguinte devido aos ferimentos, enquanto Lindemberg foi detido sem ferimentos.
O caso do tenente Ronickson Pimentel, além de reacender a memória do sequestro de sua irmã, também levanta questões sobre a segurança dos policiais em São Paulo, em um contexto de crescente violência contra agentes da lei no estado.