Bolsonaro disse à PCDF: “Tenho três mulheres em casa e não posso ficar desarmado”

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Uma fala do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Polícia Civil do DF foi ressaltada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao dar 48 horas para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre eventual cometimento de falta grave no caso de arma apreendida pela Polícia Militar do DF.

Durante oitiva realizada nesta terça-feira (23/6), Bolsonaro admitiu tanto a propriedade da arma de fogo apreendida, quanto a posse em sua residência durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária. Segundo consta em despacho de Moraes, desta quarta-feira (24/6), Bolsonaro afirmou que: “Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”.

Moraes considerou que, nos termos do art. 50, III, da Lei de Execução Penal, Bolsonaro comete falta grave ao “possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”. Assim, pediu que a PGR se manifeste.

A apreensão da arma ocorreu pela PMDF após abordar um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal. O Metrópoles apurou que o depoimento durou apenas 5 minutos. Em despacho, o ministro considerou que, de acordo com a lei, falta grave por levar à cessação da prisão domiciliar.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O prazo de 90 dias da prisão em casa por motivos de saúde acaba nesta quinta-feira (25/6).

Em manifestação apresentada ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou ter entregado a arma ao agente após constatar uma falha mecânica no armamento.

Segundo a defesa, a pistola estava sem condições de uso, porque integrantes da equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente.

Com informações: Metrópoles.



Fonte:A Rede PG